A Justiça de Mato Grosso decidiu neste sábado (30) manter Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, preso preventivamente. Ele é investigado pelo estupro e assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A audiência de custódia foi realizada no Fórum de Cuiabá, conduzida pela juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal. Reyvan havia sido detido um dia antes, na própria universidade, após as autoridades confirmarem sua ligação com o crime.
Exames de DNA realizados pela Polícia Técnico-Científica comprovaram que material genético encontrado em uma bituca de cigarro e no corpo da vítima correspondia ao suspeito. A análise cruzou informações com o Banco de Perfis Genéticos, revelando que Reyvan possuía histórico criminal, incluindo dois estupros e um homicídio anteriores.
Diante da gravidade dos crimes e do risco de reincidência, a prisão preventiva foi mantida. Segundo a polícia, o suspeito já demonstrava comportamento de procurar novas vítimas, inclusive no campus da UFMT.
"Maníaco da UFMT"
Conhecido como o “Maníaco da UFMT”, Reyvan possuía histórico de crimes sexuais antes do assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, dentro do campus da UFMT. A revelação foi feita pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá.
O suspeito havia estuprado, em 2021, uma mulher grávida de seis meses. Considerado estuprador em série, Reyvan acumula pelo menos quatro vítimas confirmadas, incluindo dois estupros anteriores, o caso da mulher grávida e o feminicídio de Solange. Além disso, possui antecedentes por assalto e ameaça. No dia 17 de agosto, foi preso por ameaçar uma mulher, mas foi liberado em audiência de custódia.
De acordo com a Polícia Civil, ele costumava circular pela universidade em busca de mulheres em situação de vulnerabilidade, e as autoridades acreditam que o número real de vítimas pode ser maior.