O assessor jurídico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rodrigo Moreira de Figueiredo, teve sua prisão mantida nesta quarta-feira (27) após audiência de custódia. Ele é acusado de ser chefe de uma rede de tráfico de drogas sintéticas que operava em Cuiabá e Várzea Grande.
O TJMT divulgou uma nota informando que Figueiredo foi exonerado do cargo e esclareceu que os crimes atribuídos ao servidor são de natureza pessoal e não têm qualquer relação com as atividades do Tribunal. Detalhes sobre a audiência de custódia não foram divulgados, uma vez que o processo tramita sob segredo de Justiça.
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As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), começaram em 2023, durante a Operação Doce Amargo. Na ocasião, a polícia realizou buscas na residência do assessor, apreendendo aparelhos eletrônicos e documentos ligados ao esquema de tráfico.
Segundo a investigação, Rodrigo Figueiredo fazia parte de uma rede de fornecimento de drogas sintéticas, incluindo ecstasy, LSD e MDMA, além de substâncias como lança-perfume e clorofórmio. Ele teria atuado como intermediário em transações de alto valor, coordenando a compra e distribuição dos entorpecentes. A operação também identificou um traficante que enviava drogas do Paraguai para Cuiabá, e que está foragido no país vizinho.
Figueiredo já havia sido preso em março de 2023, durante a terceira fase da mesma operação, mas foi solto por decisão judicial. A Polícia Civil alega que ele continuou suas atividades criminosas após a primeira prisão.