A Justiça de Mato Grosso decidiu converter em preventiva a prisão de Guilherme Francisco de Barros Siqueira Moreno, apontado como um dos envolvidos no assalto a uma distribuidora de bebidas no bairro Tijucal, em Cuiabá. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada pela juíza plantonista Gisele Alves Silva.
O crime ocorreu na véspera do feriado de Natal e terminou com a morte de Alexandre Cunha Padilha, de 19 anos, que, segundo a investigação, participou da tentativa de roubo ao lado de Guilherme. Os dois teriam chegado ao local em uma motocicleta roubada poucas horas antes e anunciado o assalto armados.
De acordo com o relato reunido no inquérito, durante a ação criminosa, Alexandre agrediu o proprietário do estabelecimento e clientes, além de subtrair uma corrente de ouro. Diante da violência, o comerciante reagiu com uma arma de fogo legalizada e efetuou disparos, atingindo o jovem, que morreu no local.
Após os tiros, Guilherme tentou escapar, mas foi impedido por pessoas que estavam nas proximidades da distribuidora. Ele acabou agredido até a chegada da Polícia Militar e, em seguida, foi levado à Central de Flagrantes do bairro Verdão, onde teve a prisão em flagrante registrada.
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Na decisão, a magistrada destacou que há indícios consistentes de autoria e materialidade do crime, sustentados por depoimentos, apreensão da arma utilizada na ação e da motocicleta roubada. Também pesou o fato de o assalto ter sido cometido em local público e durante o dia, colocando em risco a integridade de terceiros.
Outro ponto considerado foi o histórico criminal do suspeito, que possui passagens anteriores por crimes patrimoniais. Para a juíza, esse fator reforça o risco de reiteração criminosa.
Com isso, a Justiça entendeu que medidas alternativas não seriam suficientes para garantir a ordem pública. Guilherme permanecerá preso enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações sobre o roubo e a morte do comparsa.