ACIDENTE OCORREU EM 2018

Justiça mantém bióloga no júri popular por atropelamento que matou jovens em frente à Valley

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Justiça mantém bióloga no júri popular por atropelamento que matou jovens em frente à Valley

A bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada de provocar um acidente fatal em Cuiabá, permanecerá sob julgamento popular. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta semana, mais um recurso da defesa que tentava anular a decisão que a levaria à banca de jurados.

O caso remonta ao dia 23 de dezembro de 2018, quando Rafaela atropelou três jovens na Avenida Isaac Póvoas. Myllena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros não resistiram aos ferimentos, enquanto Hya Girotto Santos sobreviveu, mas sofreu sequelas graves.

O processo, que se arrasta há quase sete anos, tem sido marcado por sucessivos recursos da defesa, que questiona, agora, suposta omissão em decisões anteriores. Para o ministro Antonio Saldanha Palheiro, relator do caso, não há falhas formais no julgamento: “As razões veiculadas nos embargos revelam, em verdade, o mero inconformismo da parte com o resultado do julgamento, legítimo, mas impróprio nesta via recursal”, escreveu Saldanha Palheiro.

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Segundo o STJ, a decisão anterior permanece válida e Rafaela deverá ser julgada pelo povo, conforme determinado pelo Tribunal que anulou sua absolvição em primeira instância.

O acidente ocorreu na véspera do Natal de 2018. Testes de alcoolemia indicaram que a condutora estava sob efeito de álcool, e o caso foi enquadrado como homicídio com dolo eventual — quando o motorista assume o risco de matar ao dirigir embriagado.

Desde então, a defesa tem tentado reverter a decisão do tribunal, sem sucesso. Todas as alegações de nulidade no processo foram rejeitadas pelas instâncias superiores, mantendo o caminho do julgamento popular.

Famílias aguardam há quase 7 anos por Justiça

Para os familiares das vítimas, cada novo recurso da defesa representa mais um capítulo de dor e espera. O processo já completou quase sete anos sem que haja uma definição definitiva, o que gera revolta e angústia em quem busca Justiça.

“A gente só quer que ela sente no banco dos réus e que a verdade seja dita perante a sociedade. Que ela responda pelo que fez”, disse uma parente de uma das vítimas, em entrevista anterior.

Agora, com o caminho judicial praticamente esgotado no STJ, o próximo passo é a marcação da data para o julgamento popular, que ainda depende da tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.