A Justiça de Mato Grosso determinou a realização de uma nova perícia psiquiátrica no processo que apura o assassinato de Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, morta pelo marido, Daniel Bennemann Frasson, de 36, em Lucas do Rio Verde. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Estadual, que contestou o laudo anterior sobre a saúde mental do réu.
Assinado no mês de novembro pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o primeiro exame concluiu que Daniel seria inimputável à época do crime, em razão de um quadro depressivo. No entanto, para o Judiciário, o documento não foi suficiente para afastar dúvidas sobre a real capacidade de entendimento e autodeterminação do acusado no momento dos fatos.
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Na nova determinação, o juiz ordenou que a avaliação seja feita por uma junta médica oficial, formada por pelo menos três psiquiatras forenses. O objetivo é aprofundar a análise, diante de inconsistências apontadas pelo Ministério Público.
Entre os questionamentos levantados estão a ausência de exames toxicológicos e farmacológicos, que poderiam descartar o uso de substâncias capazes de provocar surtos psicóticos, além de comportamentos atribuídos ao réu após o crime considerados incompatíveis com a tese de perda total da consciência.
A nova perícia deverá incluir internação para observação clínica prolongada, exames laboratoriais específicos e avaliação detalhada sobre a possibilidade de simulação, bem como a existência de períodos de lucidez.
O crime ocorreu em junho deste ano, na casa do casal. Segundo a acusação, Gleici foi morta enquanto dormia. A filha do casal, que também estava na cama, ficou ferida durante o ataque. O caso segue em tramitação na Justiça.