CASO ROZELI DA COSTA

Justiça decreta prisão temporária de PM e esposa suspeitos de assassinato

· 2 min de leitura
Justiça decreta prisão temporária de PM e esposa suspeitos de assassinato

A Justiça de Mato Grosso decretou, neste domingo (14), a prisão temporária do policial militar Raylton Mourão e de sua esposa, Aline Valando Kounz, suspeitos de envolvimento no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, ocorrido na manhã da última quinta-feira (11) em Várzea Grande. O casal ainda é considerado foragido. 

Rozeli foi morta a tiros dentro de seu veículo, logo após sair de casa no bairro Cohab Canelas. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta abordaram a vítima e efetuaram diversos disparos.

Receba notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagra  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

No último sábado (13), a residência do casal, localizada no bairro São Simão, em Várzea Grande, foi alvo da Operação Moeda de Sangue, de busca e apreensão da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, ao chegarem ao local, os policiais não encontraram os suspeitos.

Conforme o delegado Bruno Abreu, a esposa do policial fugiu do trabalho no sábado e não voltou mais. O policial também não se apresentou no batalhão desde o final de semana. "Todos esses fatos, mais as provas encontradas na residência levaram ao pedido de prisão", disse. 

A investigação aponta que o crime pode ter sido motivado por uma disputa judicial entre Rozeli e o casal. O conflito teve origem em um acidente ocorrido em março deste ano, na avenida Filinto Müller.

Segundo apuração, o motorista do caminhão da empresa do casal teria invadido a via preferencial sem sinalizar, obrigando Rozeli a frear bruscamente. Com a freada, a traseira de seu carro foi atingida por um motociclista.

Em julho, Rozeli entrou na Justiça com uma ação de reparação por danos materiais e morais, alegando prejuízos de até R$ 9,6 mil e abalo psicológico. Uma audiência de conciliação entre as partes estava marcada para esta terça-feira (16). Na ação, Rozeli pediu indenização de R$ 24.654,63.

Além disso, a empresa Reizinho Água Potável, pertencente ao casal, não possui CNPJ ativo nem registro regular junto à Receita Federal.

A Polícia Civil segue conduzindo as investigações, que tramitam sob sigilo.