O juiz Gleidson de Oliveira Grisote Barbosa, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), determinou a liberdade mediante fiança para todos os integrantes da família detidos em flagrante por maus-tratos a cães e pequenos roedores em Cuiabá. O grupo era responsável por um canil irregular no centro da cidade.
Os cinco investigados, Thyago Jesus de Figueiredo Herane, Angela Pinho de Figueiredo Herane, Herleno Angelo de Figueiredo Herane, Mirtes Miranda de Figueiredo e Caio Lucas Silva de Oliveira, pagaram fiança de R$ 1,5 mil, que poderá ser parcelada em até três vezes. Além disso, terão de cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal ao juízo, comunicação prévia sobre mudanças de residência, proibição de viagens superiores a sete dias e restrição de envolvimento em novos crimes.
Receba notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagra (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Apesar da gravidade das acusações, o magistrado avaliou que a prisão preventiva seria uma medida extrema e, portanto, não se aplicaria no momento.
O caso veio à tona após denúncias recebidas pelos canais oficiais da Diretoria de Bem-Estar Animal (BEA) e da Secretaria de Ordem Pública (SORP), que levaram equipes de fiscalização até o imóvel, onde encontraram dezenas de cães vivendo em condições insalubres, sem higiene ou controle sanitário. Ao todo, 59 dos 70 cães foram resgatados, sendo seis deles em estado crítico e necessitando de atendimento veterinário imediato. Também foram encontrados hamsters, gerbils, twisters e galinhas em situação de maus-tratos, com relatos de que alguns animais chegaram a se alimentar de cadáveres.
As autoridades reforçam que denúncias sobre maus-tratos podem ser feitas pelos canais oficiais da Secretaria de Bem-Estar Animal de Cuiabá, garantindo que providências legais sejam tomadas rapidamente.
Veja também: Canil clandestino é fechado após resgate de mais de 70 animais em condições críticas