A justiça determinou a abertura de um ofício à autoridade policial para investigar se Larissa Karolina, suspeita de adotar e matar gatos, estaria ameaçando testemunhas do caso. A decisão ocorreu após o Ministério Público do Estado (MPMT) solicitar a reavaliação da necessidade de decretar sua prisão preventiva, indicando possíveis violações das medidas cautelares anteriormente impostas.
Larissa Karolina e seu companheiro foram formalmente indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT) como os supostos responsáveis pela morte de três gatos no bairro Porto, em Cuiabá. Segundo a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), o casal realizava uma “empreitada criminosa” na qual adotava animais por meio de ONGs e depois os submetia a maus-tratos que resultavam em óbito.
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Entre as evidências coletadas pelas investigações está uma imagem que mostra Larissa saindo de sua residência carregando uma sacola que, de acordo com a polícia, continha o corpo de um dos gatos. Além dos maus-tratos e mortes, as autoridades também apuram a possibilidade de a suspeita ter cometido crime de zoofilia.
Inicialmente, a prisão preventiva de Larissa foi substituída por medidas cautelares, concedidas por meio de um habeas corpus. No entanto, o Ministério Público alega que existem fortes indícios de que ela descumpriu tais condições. Boletins de ocorrência citados pela acusação relatam que a investigada teria ameaçado ou instigado ameaças contra o próprio companheiro, os pais dele e protetores de animais.
Há ainda relatos de que terceiros estariam agindo em nome de Larissa para intimidar testemunhas, o que poderia caracterizar crimes de obstrução da Justiça ou coação indireta. O Ministério Público também afirmou que a defesa não conseguiu comprovar o cumprimento de obrigações específicas, como a comunicação de endereço atualizado e o comparecimento periódico perante a Justiça.
Diante das suspeitas, a magistrada ordenou a realização de diligências para esclarecer os fatos. As medidas incluem a oitiva das vítimas e testemunhas mencionadas nos registros policiais, a apuração de eventual comunicação entre Larissa e os autores das ameaças, e a requisição de um relatório atualizado do monitoramento eletrônico da investigada.
O caso segue em andamento, com a Justiça buscando apurar integralmente a conduta da suspeita após as graves acusações de descumprimento das medidas e possível intimidação de envolvidos no processo.