REVIRAVOLTA EM ASSASSINATO

Justiça absolve homem após DNA apontar "Serial Killer da UFMT" como autor do crime

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Justiça absolve homem após DNA apontar "Serial Killer da UFMT" como autor do crime

Na última terça-feira (23) o Tribunal do Júri de Cuiabá absolveu Júlio César Corrêa da Silva, conhecido como “Peba”, acusado de assassinar Marinalva Soares da Silva em dezembro de 2020. A decisão, proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal, ocorreu após novas provas apontarem outro suspeito como autor do crime: Reyvan da Silva Carvalho, o criminoso apelidado de “Serial Killer da UFMT”.

Relembra o crime

Marinalva foi encontrada morta em um terreno baldio no bairro Parque Ohara, na capital, no dia 27 de dezembro de 2020. Júlio chegou a ser preso preventivamente em julho de 2021 e se tornou réu pelo homicídio no mesmo mês. Em depoimento, ele admitiu ter passado parte do dia com a vítima consumindo bebidas alcoólicas, mas sempre negou participação no assassinato. Mesmo assim, Reyvan chegou a depor contra ele durante o processo.

A reviravolta no caso aconteceu durante as investigações de outro homicídio: o de Solange Aparecida Sobrinho, 52 anos, morta no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em julho deste ano. Exames de DNA realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontraram vestígios biológicos de Reyvan no corpo de Marinalva, ligando-o diretamente ao crime.

Diante da nova evidência, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do homicídio, mas rejeitou a autoria atribuída a Júlio. Com isso, ele foi absolvido com base no artigo 386, inciso IV, do Código de Processo Penal, que prevê absolvição por falta de provas quanto à autoria.

A decisão ainda pode ser contestada, mas Júlio deixa de responder pelo crime que o levou à prisão por quase três anos. Reyvan, apontado como responsável por outros assassinatos em Cuiabá, segue preso e sendo investigado em diferentes casos.