OPOSIÇÃO ALERTA

Júlio Campos acusa Lula de usar programas sociais para "comprar votos" e cobra união da direita

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Júlio Campos acusa Lula de usar programas sociais para "comprar votos" e cobra união da direita

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) elevou o tom nesta quarta-feira (10) ao acusar o presidente Lula (PT) de utilizar programas sociais e isenções fiscais como instrumentos de “compra de votos” para fortalecer sua candidatura à reeleição em 2026. Em discurso contundente, o parlamentar afirmou que a direita enfrentará sérias dificuldades para derrotar o petista se não houver união total da oposição.

Júlio Campos classificou Lula como um adversário “duríssimo”, alegando que o presidente domina a articulação política e tem habilidade para usar o poder público em benefício próprio.

“Não é fácil derrotar um presidente no exercício do poder, ainda mais um presidente que sabe fazer política como Lula e que mede as consequências de antecipar vantagens, praticamente a compra do voto. É Bolsa isso, Bolsa aquilo, isenção disso, isenção daquilo”, disparou o deputado.

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A crítica foi direcionada especialmente ao Bolsa Família e às isenções no Imposto de Renda anunciadas pelo governo federal — medidas que, na visão de Campos, funcionam como antecipação de votos e ampliam a vantagem eleitoral de Lula.

O deputado fez um alerta duro aos aliados de direita: sem coesão, o grupo não terá força suficiente para enfrentar a máquina petista.

Atualmente, o grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à disputa presidencial de 2026. Questionado sobre a capacidade de Flávio repetir o desempenho eleitoral do pai, Campos admitiu incerteza.

“É uma pergunta difícil. Há quatro anos estávamos no poder, unidos, fortes, e mesmo assim perdemos por uma margem mínima. Agora, vamos ver. O governo também não está tão bem avaliado”, analisou.

Júlio Campos também comentou sua expectativa frustrada de ver o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrar na corrida presidencial. Segundo ele, Tarcísio seria “um grande candidato”, mas a decisão de se manter no governo paulista muda o xadrez da oposição.

Apesar das críticas ao governo federal, Campos lembrou que “eleição é eleição”, deixando no ar a tensão e as incertezas que cercam o pleito de 2026.