O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) intensificou o debate sobre o orçamento de Mato Grosso ao afirmar que o Estado deve encerrar 2025 com superávit entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões. Para ele, o governo enviou à Assembleia Legislativa uma peça orçamentária “subdimensionada”, que não representa a real situação financeira.
Campos afirma que a arrecadação estadual já ultrapassou R$ 50 bilhões até novembro deste ano, valor superior à previsão oficial. Apesar disso, o Executivo encaminhou para 2026 um orçamento estimado em R$ 40,7 bilhões, quantia menor do que o Estado arrecadou em 2025. Segundo o deputado, tanto o governador Mauro Mendes quanto o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, reconhecem a diferença, mas justificam a postura pela instabilidade econômica nacional. “O governo prefere trabalhar com um orçamento reduzido”, afirmou.
O parlamentar alerta que essa estratégia impacta diretamente os duodécimos destinados ao Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, já que os repasses são calculados sobre o valor global do orçamento. “Quanto menor o orçamento enviado, menor o repasse aos outros Poderes”, disse.
Campos argumenta ainda que o Executivo utiliza as suplementações ao longo do ano para ajustar a execução financeira, mantendo maior controle sobre a movimentação dos recursos públicos.