"ELE ME AMEAÇOU"

Juiz nega ameaça com arma e afirma ter sido intimidado por jardineiro com serra elétrica

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Juiz nega ameaça com arma e afirma ter sido intimidado por jardineiro com serra elétrica

Após a divulgação do boletim de ocorrência registrado por um jardineiro que o acusou de ameaça, o juiz Wladymir Perri negou a versão apresentada pelo trabalhador e afirmou que foi vítima da situação ocorrida na manhã desta quinta-feira (5), no Condomínio Belvedere, em Cuiabá.

Em entrevista ao FTN Brasil, o magistrado declarou que em nenhum momento portava arma de fogo e explicou que o objeto que estava em suas mãos era apenas um saco de sapatos contendo materiais dos filhos.

“Era um saco de sapato, um saco de sapato, e que estava com as coisas dos meus filhos, que eu estava pegando no porta-malas do veículo da minha esposa”, afirmou.

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O juiz também destacou que o carro que utiliza permanece estacionado no fórum desde o início da semana, o que, segundo ele, torna impossível a versão de que teria retirado uma arma do veículo.

“Meu veículo está aqui no fórum desde segunda-feira. Se tivesse alguma arma para eu pegar no carro, eu teria que vir aqui no fórum pegar”, disse.
Wladymir Perri acrescentou que não mantém arma dentro do carro por motivos de segurança familiar, já que possui três filhos menores.

"Minha esposa não quer arma em casa e eu não deixo arma no meu carro porque tenho três filhos menores: um de quatro, outro de seis e outro de nove anos”, declarou.

Segundo o magistrado, o episódio começou quando ele saiu para pedir ao trabalhador que desligasse o equipamento utilizado no serviço de jardinagem, já que o barulho estava incomodando a família. De acordo com o juiz, o trabalho teria começado por volta das 7h30, horário em que seus filhos ainda estavam dormindo.

Ainda conforme o relato do juiz, ao ser abordado, o jardineiro teria reagido de forma hostil e apontado a serra elétrica em sua direção. O magistrado reforçou, contudo, que em nenhum momento houve qualquer ameaça com arma de fogo de sua parte.

O caso teve início após o jardineiro, que realizava serviço em uma residência vizinha no condomínio, registrar boletim de ocorrência alegando que o magistrado teria se irritado com o barulho do trabalho e o ameaçado com uma arma.

A defesa do juiz classificou a narrativa como inverídica e afirmou que as informações divulgadas inicialmente teriam se baseado apenas no relato unilateral registrado pelo trabalhador.