O juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva, da 2ª Vara de Canarana (823 km de Cuiabá), decretou a prisão preventiva de Divino Ventura Neris, responsável por atropelar e matar Jéssica Dávila Machado, de 30 anos, na manhã de quarta-feira (5).
O crime ocorreu durante a fuga do suspeito, que havia acabado de furtar um veículo. A vítima caminhava com o filho de quatro anos, que ficou ferido, mas sobreviveu.
Durante a audiência de custódia, a defesa de Divino alegou que ele estaria em estado de confusão mental, pedindo sua liberdade para tratamento.
O magistrado, no entanto, negou o pedido e converteu a prisão em preventiva, determinando apenas que o acusado passe por avaliação médica enquanto estiver sob custódia.
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“Não há qualquer elemento que indique incapacidade mental do acusado. A alegada confusão mental não pode servir como salvo-conduto, sob pena de se presumir que todo custodiado em silêncio deva ser posto em liberdade”, afirmou o juiz em sua decisão.
Acidente durante fuga
De acordo com a Polícia Civil, o atropelamento ocorreu por volta das 6h50, quando mãe e filho seguiam a pé para a escola. Testemunhas relataram que o motorista, ao tentar fugir em alta velocidade após furtar o carro, perdeu o controle da direção e atingiu as vítimas.
Com o impacto, o veículo foi lançado contra o muro de um ginásio, em frente à escola, e teve a lateral completamente destruída. Jéssica morreu no local, enquanto o filho, com ferimentos na cabeça, foi socorrido pelo Hospital Municipal de Canarana e transferido para Água Boa para exames complementares.
O motorista foi contido por moradores até a chegada da Polícia Militar. Submetido ao teste do bafômetro, o resultado deu negativo para álcool.
Prisão e investigação
Com a prisão agora convertida em preventiva, Divino Ventura permanecerá detido enquanto o inquérito segue em andamento. A Justiça também determinou avaliação psiquiátrica para confirmar se há algum distúrbio mental que possa ter influenciado sua conduta, embora o juiz tenha ressaltado que nada nos autos aponta incapacidade ou surto comprovado.
O caso causou comoção em Canarana, especialmente entre pais e alunos da escola onde o atropelamento ocorreu. Moradores da cidade têm organizado manifestações em homenagem à vítima e pedem punição exemplar ao motorista.