VINGANÇA APÓS DÉCADA

Jovem que viu mãe ser morta executa autor do crime 10 anos depois

· 2 min de leitura
Jovem que viu mãe ser morta executa autor do crime 10 anos depois

Um crime com fortes marcas do passado voltou a assombrar moradores de Frutal, no Triângulo Mineiro. Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, foi morto a tiros em plena luz do dia, em uma praça da cidade, em um caso que a polícia trata como execução.

O principal suspeito é um jovem de 19 anos que, segundo as investigações, presenciou ainda criança, com 8 anos de idade, o assassinato da própria mãe, cometido pela mesma vítima.

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação: o suspeito se aproxima por trás e dispara várias vezes à queima-roupa, atingindo principalmente a região do rosto e do pescoço.

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Logo após os tiros, ele foge e sobe em uma motocicleta onde um comparsa o aguardava a poucos metros dali. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava sem sinais vitais quando o socorro chegou.

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Condenado por homicídio

O crime trouxe à tona um histórico violento. Em 2016, Rafael havia sido condenado por matar a própria companheira com cerca de 20 facadas, motivado por ciúmes. O assassinato ocorreu durante um evento na cidade e foi presenciado pelo filho da vítima, que na época tinha apenas 8 anos.

Segundo relatos da época, o ataque aconteceu após uma discussão. A mulher foi surpreendida enquanto estava sentada e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local.

Abalo emocional

Em meio à repercussão do caso, a defesa do jovem, o advogado José Rodrigo de Almeida, informou que o cliente pretende se apresentar espontaneamente para dar sua versão dos fatos, mas fez uma única exigência: conversar com um psicólogo antes de prestar depoimento.

“Ressalta-se que o caso envolve circunstâncias pessoais de extrema complexidade, marcadas por um histórico trágico que remonta à infância do investigado, o qual, ainda criança, presenciou a morte violenta de sua própria mãe, fato este, de conhecimento público, delito atribuído à atual vítima”, informou a defesa.

Segundo o defensor, a Polícia Civil já solicitou a prisão preventiva do jovem, porém o pedido ainda aguarda análise da Justiça.

O delegado responsável pela investigação, Fabrício Altemar, confirmou que a representação pela prisão, neste caso, de caráter temporário, foi encaminhada e que a decisão judicial é aguardada para os próximos passos do inquérito.