Os seis investigados pela Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, continuam presos no Complexo Penitenciário Ahmenon, em Várzea Grande. A manutenção das prisões foi determinada após as audiências de custódia realizadas na quarta-feira (30), pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias.
Entre os detidos estão os advogados João Gustavo Ricci Volpato e Augusto Frederico Ricci Volpato, que optaram por permanecer juntos em uma cela na área de triagem da unidade, mesmo tendo direito à sala de Estado-Maior — prerrogativa garantida a advogados pela legislação. Segundo a defesa, a decisão foi motivada por questões logísticas e pela intenção dos irmãos de manter o convívio familiar.
“Não houve nenhuma proibição de que eles não poderiam ter contato um com o outro. Então estão presos no mesmo lugar, e por enquanto no ‘seguro’, espaço de entrada da cadeia”, afirmou o advogado Pedro Henrique Marques, que representa João Gustavo.
Os demais presos também renunciaram ao direito à sala especial. Além dos seis que participaram das audiências, dois investigados presos em Marília (SP) não foram ouvidos na ocasião, e um terceiro, Mauro Ferreira Filho, servidor público, segue foragido.
A Justiça determinou medidas cautelares menos severas para duas mulheres. Luiza Rios Ricci Volpato, de 75 anos, mãe de João Gustavo, teve a prisão revogada. Já Melissa França Praeiro Vasconcelos de Moraes, por estar grávida, foi autorizada a cumprir prisão domiciliar.
Em carta escrita da prisão, João Gustavo defendeu a inocência da mãe e do irmão.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso esclareceu que as audiências analisaram apenas a legalidade das prisões, sem entrar no mérito das investigações. O caso agora está sob responsabilidade do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para onde serão enviados os autos. As defesas aguardam o envio para ingressar com pedidos de habeas corpus.