Após atirar contra um motorista de aplicativo em Cuiabá no dia 19 de dezembro, o tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo, de 34 anos, registrou um boletim de ocorrência dizendo que seu carro havia sido furtado. A investigação da Delegacia de Homicídios (DHPP) aponta que a denúncia falsa tinha o objetivo de encobrir a autoria do crime.
A prisão de Rennan foi cumprida por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Corregedoria da PM e da Força Tática, em um condomínio no bairro Ribeirão da Ponte. Durante a operação, foram apreendidos três celulares ligados ao policial.
A Polícia Civil aponta que o militar disparou contra a vítima no dia 19 de dezembro após uma colisão no trânsito no bairro Duque de Caxias. A investigação da DHPP concluiu que os tiros atingiram o motorista de aplicativo na cabeça e na coxa, e ele foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá.
O delegado da DHPP, Caio Albuquerque, revelou em coletiva de imprensa que o motorista de aplicativo conseguiu registrar em vídeo parte da ação criminosa do tenente.
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Com a placa do veículo, a polícia conseguiu localizar a proprietária: a esposa do militar. No entanto, pouco depois do crime, ela registrou boletim de ocorrência relatando o furto do carro, que logo foi encontrado.
Segundo o delegado, a manobra tinha como objetivo afastar o tenente da autoria da tentativa de homicídio. Além desse crime, ele agora é investigado por falsa comunicação de crime.
“Pelas imagens, é possível ver que, ao contrário do que foi informado sobre o furto, quem leva o carro é o próprio dono, no caso, o militar”, afirmou.
As filmagens obtidas pela DHPP mostram o tenente dirigindo o veículo e parando em um posto na avenida Dubai logo após registrar o suposto furto.
“Ele permanece ali por algum tempo, entra novamente no carro e segue pela avenida. Depois, há a notícia de que o veículo foi localizado. As imagens deixam claro que não houve furto”, explicou o delegado.
Além disso, Albuquerque destacou que, após a comunicação de que o carro havia sido encontrado, o militar informou que o veículo estava sem placas, configurando outro crime: adulteração de sinal veicular.
O tenente Rennan Albuquerque segue preso e deve passar por audiência de custódia nas próximas horas.
A Justiça expediu mandado de prisão temporária e ordens de busca e apreensão, incluindo quebra de sigilo de dados dos aparelhos apreendidos. O tenente foi encaminhado para audiência de custódia nas próximas horas.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica dos fatos e eventuais crimes conexos, como adulteração de sinal e comunicação falsa de crime.