Um homem de 61 anos foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (19) acusado de tentar matar a própria esposa, de 56 anos, ao provocar um incêndio dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro Village, em Sorriso. A ação colocou em risco outros moradores do prédio, que precisaram evacuar o local durante a madrugada.
De acordo com a investigação, o incêndio começou após uma discussão entre o casal. Embriagado, o suspeito teria se exaltado depois que a mulher pediu que ele deixasse o imóvel. Em seguida, ele espalhou álcool por um dos cômodos e ateou fogo, dando início às chamas.
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A vítima relatou que tentou conter o avanço do incêndio ao trancar portas internas do apartamento, mas o agressor arrombou os acessos e continuou espalhando o material inflamável, fazendo com que o fogo se espalhasse rapidamente por todo o imóvel.
Ainda conforme o depoimento, mesmo com o apartamento em chamas, o homem teria impedido a mulher de sair, mantendo-a à força dentro do local e a agredindo. Ela conseguiu escapar após um momento de descuido do suspeito, que fugiu em seguida em uma caminhonete.
Reprodução: PJC-MT
Durante o incêndio, moradores relataram dificuldades para deixar o prédio. Segundo a Polícia Civil, o suspeito travou o elevador no andar onde morava e estacionou o veículo de forma a bloquear a saída da garagem, obrigando vizinhos a fugir pelas escadas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas. O apartamento ficou completamente destruído, e o prédio precisou ser evacuado por segurança.
Horas depois, o suspeito se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhado de um advogado, e tentou atribuir o incêndio a uma versão alternativa dos fatos. No entanto, segundo a delegada Layssa Crisostomo, os relatos de testemunhas e da própria vítima contradizem essa narrativa.
Diante das provas reunidas, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi autuado por tentativa de feminicídio qualificado pelo uso do fogo, além de tentativa de homicídio contra os demais moradores, devido ao risco provocado pelo incêndio.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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