FRAUDE DE R$ 10 MILHÕES

Funcionário do Grupo Bom Futuro confessa desvio milionário em esquema de notas fiscais falsas

PAULA VALÉRIA/DA REDAÇÃO
· 2 min de leitura
Funcionário do Grupo Bom Futuro confessa desvio milionário em esquema de notas fiscais falsas

O funcionário do Grupo Bom Futuro, identificado como Welliton Gomes Dantas, foi preso nesta quinta-feira (13) pela Polícia Civil de Mato Grosso, em Cuiabá, após confessar envolvimento em um esquema de desvio de R$ 10 milhões por meio da emissão de notas fiscais falsas de transporte de gado.

De acordo com o delegado Pablo Carneiro, da Delegacia de Estelionatos, o funcionário admitiu a participação no esquema e já está colaborando com as investigações.

“Ele já confessou a participação dele em todo o esquema. A gente ainda vai aprofundar a análise bancária e fiscal para identificar e responsabilizar os eventuais partícipes do grupo”, afirmou o delegado.

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A prisão ocorreu na sede da empresa, após o setor de controle interno identificar a emissão de uma nova nota fiscal suspeita. O alerta levou a corporação a flagrar o crime em andamento.

Fizeram a identificação desses valores e consegui identificar uma movimentação feita na data de ontem” explicou o delegado. “Já existia um levantamento prévio feito pelo grupo da empresa e, ontem, eles repassaram para nós a informação de que ele estaria em situação de flagrante. Assim que recebemos essa informação, prosseguimos hoje para efetuar a prisão e dar início à investigação com a detenção do indivíduo”, continuou.

Segundo a Polícia Civil, Welliton trabalhava há cerca de 10 anos na empresa e teria movimentado R$ 10 milhões nos últimos três anos. O desvio era feito por meio da emissão de Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CT-e) em nome de empresas fictícias, simulando o transporte de gado.

Na prática, o transporte era realizado pela própria companhia, mas o pagamento dos serviços era transferido para contas bancárias ligadas ao suspeito.


“Quando havia uma ordem de transporte feita internamente, ele aproveitava, duplicava o serviço e gerava uma nota para pagamento de terceiros”, detalhou o delegado.

Em nota, o Grupo Bom Futuro informou que colabora com as investigações e reforçou que o caso foi identificado pelo próprio sistema de monitoramento interno.

A Polícia Civil segue apurando o envolvimento de outros possíveis participantes no esquema.