Uma sequência de abordagens da Polícia Rodoviária Federal (PRF) desarticulou, em menos de 24 horas, um esquema de transporte de drogas que utilizava ônibus interestaduais para cruzar Mato Grosso. Ao todo, mais de 21 quilos de cocaína foram retirados de circulação entre os dias 7 e 8 de abril, na BR-364.
O que parecia uma fiscalização de rotina ganhou outro rumo quando cães farejadores entraram em ação. Foi o faro preciso dos animais que levou os agentes a identificar compartimentos ocultos em bagagens, estratégia usada para tentar burlar a fiscalização.
A primeira ofensiva ocorreu na noite de terça-feira (7), em Cuiabá. Durante inspeção em um ônibus que seguia para o Rio de Janeiro, uma mala chamou atenção após indicação do cão policial. Dentro, estavam 3,2 kg de cocaína escondidos em um fundo falso. O passageiro, de origem boliviana, admitiu que levaria a droga até o interior de São Paulo.
Na mesma abordagem, novas sinalizações do cão revelaram um esquema ainda maior: outras três malas também haviam sido adaptadas para o transporte do entorpecente. Nelas, os policiais encontraram mais 8,45 kg de cocaína. Os responsáveis pelas bagagens relataram que a carga saiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e tinha como destino Campinas (SP).
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Já na tarde de quarta-feira (8), em Rondonópolis, outra equipe da PRF interceptou um ônibus com destino a São Paulo. Novamente, o trabalho dos cães foi decisivo. Três malas foram apontadas como suspeitas e, após vistoria, os agentes localizaram 9,9 kg de pasta base de cocaína escondidos em compartimentos preparados.
Somadas, as apreensões chegam a aproximadamente 21,5 kg de drogas. Sete pessoas foram encaminhadas à Polícia Federal. Um menor de idade que estava entre os envolvidos foi entregue ao Conselho Tutelar.
As ocorrências reforçam o uso de rotas rodoviárias e ônibus de linha por organizações criminosas para o transporte de drogas vindas da Bolívia com destino a grandes centros do país. A PRF destacou que o emprego de cães farejadores tem sido fundamental para identificar cargas ilícitas que passariam despercebidas em inspeções convencionais.