O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, defendeu nesta segunda-feira (10) que a direita brasileira precisa se unir para as eleições gerais de 2026. A declaração vem após o recente embate público entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Durante a cerimônia de posse do novo desembargador Ricardo Almeida no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Fábio minimizou as trocas de ofensas entre os dois e afirmou que desentendimentos são comuns no ambiente político.
“Isso faz parte. São críticas pontuais, próprias da política”, disse.
Para o secretário, o momento exige maturidade e pragmatismo dentro da direita. “O Eduardo já criticou vários líderes de direita — Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira, Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Todos já foram alvos dele. Mas o que importa agora é olhar para frente. A direita precisa estar unida para vencer a eleição”, avaliou.
Fábio reforçou que o foco deve estar em derrotar o PT nas urnas. “Precisamos de união para enfrentar o PT em 2026. A direita tem força, mas dividida se enfraquece. Acredito muito no potencial do nosso campo político de ganhar essa eleição, desde que marche junto”, destacou.
As declarações ocorrem em meio à crise verbal entre Mendes e Eduardo Bolsonaro. Na última semana, Mauro chamou o deputado de “louco” e disse que ele estava “falando besteira nos Estados Unidos”, após Eduardo atacar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamando-o de “candidato do sistema”.
Em resposta, Eduardo Bolsonaro publicou nas redes sociais uma série de ofensas, chamando o governador mato-grossense de “político bosta” e acusando-o de “frouxidão”.
Mesmo após o embate, Mauro Mendes manteve o tom diplomático com o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ainda o respeita, mas reiterando que “o filho dele está falando bobagens lá nos Estados Unidos”.
O episódio expõe as divisões internas no campo conservador, mas Fábio Garcia tenta adotar um discurso de conciliação, defendendo que as diferenças sejam superadas em nome de um projeto eleitoral comum.