Na manhã deste domingo (1º), o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi preso preventivamente em Sorriso sob acusação de estupro praticado dentro da própria delegacia contra uma mulher que estava detida na unidade. A prisão ocorre após uma investigação interna que, segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, identificou o servidor como autor do crime.
De acordo com a responsável pelo caso, o processo começou a partir da denúncia da vítima e incluiu oitiva da detenta, depoimentos de outras presas e exames periciais.
"Nesse exame, nós fizemos o confronto do material genético encontrado com o de todos os policiais que estavam de plantão naquele dia e, infelizmente, um deles testou positivo. O resultado foi que ele era contribuinte, tinha DNA masculino, naquele material coletado da vítima”, afirmou a delegada.
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A partir desses indícios, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e pela busca e apreensão, ambas deferidas pela Justiça. Por volta das 6h30, equipes da Delegacia de Sorriso cumpriram os mandados na residência do servidor, no bairro Jardim Aurora, onde ele foi detido e permanece à disposição da Justiça.
Durante a ação, foram apreendidos itens funcionais do policial, incluindo armas de fogo, munições, algemas, colete balístico e um celular, todos lacrados e encaminhados para perícia.
A delegada Laísa reforçou que a corporação não tolera desvios de conduta e que os fatos estão sendo rigorosamente apurados.
"Sabemos que isso mancha a imagem da nossa polícia, a Polícia Judiciária Civil de Sorriso. Neste momento, estamos vindo a público para denunciar uma falha, uma falha ocorrida no interior da nossa unidade. Mas, vocês podem ter certeza que qualquer conduta ilegal, que for praticada na delegacia de Sorriso, tanto eu quanto os demais delegados, ninguém vai passar pano. Não somos conivente com esse tipo de atitude. Nós vamos apurar, investigar e, constatando os fatos, vamos cortar o mal pela raíz”, declarou a delegada.