Valdebran Carlos Padilha da Silva, de 60 anos, ex-tesoureiro do PT em Mato Grosso, foi preso na manhã desta segunda-feira (18) em sua residência no bairro Jardim Paulista, em Cuiabá. Ele cumprirá pena de 15 anos e dois meses em regime fechado, condenado por estupro de vulnerável e abuso sexual contra menores de idade.
Segundo o boletim de ocorrência, dois mandados de prisão foram cumpridos. Um dos casos envolve a sobrinha de sua ex-companheira, que, de acordo com investigações, foi levada da escola para a residência do acusado, onde teria sofrido os abusos. Por se tratar de crime sexual contra menor, os autos correm em segredo de Justiça.
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Valdebran será levado ao Fórum da Capital para audiência de custódia. Enquanto isso, outro suspeito ligado ao caso, tio do vereador de Cuiabá Gustavo Padilha (PSB), ainda não foi localizado pelas autoridades.
O empresário e político teve notoriedade nacional em 2006, quando foi preso pela Polícia Federal em São Paulo com R$ 1,7 milhão em espécie, valor que, segundo investigações, seria usado para adquirir um dossiê contra candidatos do PSDB. Na época, o escândalo se relacionava ao caso conhecido como “Máfia das Sanguessugas”, envolvendo a suspeita de desvios na compra de ambulâncias pelo Ministério da Saúde.
Antes disso, Valdebran atuou como tesoureiro do ex-deputado estadual Alexandre César (PT-MT) durante a campanha para prefeito de Cuiabá em 2004, vencida por Wilson Santos. O histórico do ex-tesoureiro mistura, portanto, política e episódios de grande repercussão policial e judicial, refletindo a complexidade do caso que agora o coloca novamente nos noticiários, mas desta vez por crimes sexuais graves.