Nesta segunda-feira (8), o tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Alexandre José Dall Acqua, se apresentou ao Juízo Militar em Cuiabá, após ser alvo de um mandado de prisão. Exonerado do comando do 8º Comando Regional de Juína (MT), ele é investigado por estupro consumado e duas tentativas, acusações que ele nega.
Segundo a denúncia apresentada em abril, Dall Acqua teria abusado de uma estagiária durante a passagem de comando do batalhão em fevereiro de 2024. Ainda de acordo com o processo, o militar teria continuado a assediar a jovem dentro do quartel, inclusive puxando-a pelo braço e exigindo que saísse com ele.
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O inquérito militar também aponta supostos episódios de assédio contra uma policial civil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade de proteção da fronteira Brasil-Bolívia. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar investiga o caso.
A defesa do tenente-coronel, conduzida pelo advogado Geraldo Bahia, afirmou que ele se apresentou espontaneamente e mantém sua inocência. Em nota, a defesa afirma que as testemunhas e registros do local indicam que Dall Acqua não esteve presente nos momentos relatados pelas vítimas.
“O acusado reafirma sua confiança em uma apuração justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos necessários”, diz trecho da nota.
Confira na íntegra a nota da defesa:
A defesa do investigado, patrocinada pelo advogado Geraldo Bahia, esclarece que ele se apresentou espontaneamente ao Juízo da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar da Comarca de Cuiabá, convicto de sua inocência e determinado a esclarecer os rumores que colocaram em dúvida sua reputação construída ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados à segurança pública. A defesa também lamenta profundamente o vazamento de informações de uma investigação interna, que deveria estar sob sigilo, por entender que tal exposição causa danos irreparáveis à imagem do acusado e afronta princípios básicos do devido processo legal.
A inocência do meu cliente será comprovada por meio de fatos e pela palavras das testemunhas como a responsável pelo controle de acesso do estabelecimento, no qual uma das vítimas afirma ter sofrido um abuso, que afirma categoricamente que, além de o local ser trancado no período noturno, o acusado lá não esteve na data dos fatos. Essa versão reforça a linha defensiva de que não há qualquer vínculo entre o policial e os acontecimentos apurados. Por fim, o acusado reafirma sua confiança em uma apuração correta, justa e imparcial, colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários.
Em nota divulgada pela Polícia Militar de Mato Grosso, informou que o tenente-coronel Alexandre José Dall Acqua, suspeito de envolvimento em casos de violência sexual em Juína, se apresentou nesta segunda-feira (8) à 11ª Vara Especializada da Justiça Militar e permanece custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.
A corporação ressaltou que a Corregedoria-Geral continua realizando diligências para esclarecer os fatos e que o inquérito tramita sob sigilo, devido à natureza das denúncias e para proteger as vítimas.
A PMMT afirmou ainda que acompanha a situação na cidade e disponibiliza apoio emocional e psicológico às vítimas e familiares, reforçando que não tolera qualquer crime ou conduta ilícita praticada por seus integrantes.
Acompanhe a nota completa:
A Polícia Militar de Mato Grosso informa que o oficial, suspeito de praticar violência sexual contra mulheres, em Juína, se apresentou, nesta segunda-feira (8), na 11° Vara Especializada da Justiça Militar e está custodiado em uma unidade militar de Cuiabá, à disposição da Justiça.
A Corregedoria-Geral da instituição continua o trabalho de diligências investigativas para elucidação do caso e o inquérito tramita sob sigilo, por se tratar de denúncia de violência sexual contra mulheres, em resguardo às vítimas.
A PMMT informa ainda que acompanha o caso na cidade e disponibiliza auxílio emocional e psicológico às vítimas e familiares e ressalta que não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes.