A farmacêutica Aline Valandro Kounz, esposa do policial militar Raylton Mourão, se apresentou na manhã desta terça-feira (23) à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Suspeita de envolvimento no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, ocorrido em 11 de setembro em Várzea Grande, Aline prestou depoimento e teve a liberdade solicitada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação. A decisão final será tomada pelo juiz durante a audiência de custódia marcada para hoje.
Segundo o delegado Bruno Abreu, o pedido de liberdade de Aline foi fundamentado na confissão do marido, Raylton. De acordo com ele, não existem mais indícios que a vinculem diretamente ao crime, tornando a manutenção da prisão desnecessária e desproporcional.
Embora tenha sido liberada, Aline ainda responderá por outros possíveis delitos, como tentativa de fuga e destruição de provas. No entanto, o delegado ressaltou que essas infrações não justificam a permanência em regime fechado.
A farmacêutica se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de advogados, e foi encaminhada à audiência de custódia. Durante o depoimento, afirmou que manteve contato com o marido enquanto estava foragida e que só tomou conhecimento do homicídio após Raylton ligar, admitir ter “feito besteira” e pedir que ela fugisse.
Raylton Mourão confessou ter efetuado os disparos contra a Rozeli e teve a prisão convertida em preventiva na tarde desta segunda-feira (22).
O advogado do militar, Marciano Xavier, confirmou a confissão do cliente, destacando que Raylton assumiu sozinho a autoria do crime. No entanto, evitou dar detalhes sobre o paradeiro da arma usada no assassinato, alegando que não poderia comprometer o andamento das investigações.
Agora, a Justiça deve decidir se Aline responderá ao processo em liberdade, enquanto o PM segue preso preventivamente.