Jaqueline Maria Afonso Amaral, esposa do cantor sertanejo Diego, da dupla Henrique e Diego, foi alvo da Operação Fruto Envenenado, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS). De acordo com a Polícia Federal, ela é suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) entre 2018 e 2022, utilizando contas bancárias de familiares e amigos próximos.
Segundo a investigação, Jaqueline, que já foi companheira de um dos líderes do PCC, considerado braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, teria recebido quase R$ 3 milhões, entre 2018 e 2022, para manter um padrão de vida elevado enquanto repassava recursos para a organização criminosa.
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Durante a operação, os policiais realizaram buscas em uma residência na Vila Nhanhá, onde apreenderam um veículo registrado no nome da mãe da empresária. Outro carro de luxo foi recolhido em um condomínio na saída para Três Lagoas. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 2,7 milhões vinculados à suspeita de lavagem de dinheiro.
Em nota, Jaqueline afirmou ter recebido a ação com surpresa e negou qualquer irregularidade. Segundo ela, mantém atividades empresariais regulares e colaborou com as autoridades, entregando seu celular e senha de acesso. A defesa informou que irá se manifestar mais detalhadamente após ter acesso ao processo.
Veja a nota na íntegra:
"A sra. Jaqueline Maria Afonso Amaral esclarece que recebeu com surpresa diligência de busca e apreensão na sua residência, sob pretexto de investigação de supostas relações com integrantes de organização criminosa, de vez que se separou e se afastou de seu ex-companheiro há vários anos, tendo constituído outro núcleo familiar. Além disso, a sra. Jaqueline Maria Afonso Amaral mantém atividade empresarial lícita e regular, não tendo nada a esconder de autoridades, colocando-se à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Neste sentido, inclusive, entregou seu telefone celular, fornecendo senha de acesso, considerando que nada há de ilícito no seu conteúdo, em atitude plenamente colaborativa. A defesa técnica, assim que tiver acesso ao processo, poderá esclarecer com mais propriedade as circunstâncias que levaram ao equívoco de tornar a sra. Jaqueline Maria Afonso Amaral alvo da referida operação".