CRIME AMBIENTAL

Equipe do Ibama é atacada por grupo armado durante fiscalização em terra indígena no AM

· 1 min de leitura
Equipe do Ibama é atacada por grupo armado durante fiscalização em terra indígena no AM

Uma operação de combate à extração ilegal de madeira terminou em violência neste sábado (15), no sul do Amazonas. Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram alvo de um ataque enquanto realizavam fiscalização em área de floresta dentro da Terra Indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré. Nenhum servidor ficou gravemente ferido. 

De acordo com o órgão ambiental, cinco fiscais estavam verificando ramais clandestinos usados por madeireiros quando foram surpreendidos por uma emboscada. Cerca de 30 suspeitos cercaram a equipe, iniciaram agressões e efetuaram disparos de arma de fogo, obrigando os agentes a interromper a ação e buscar abrigo na mata.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui) 

Apesar da tensão, nenhum servidor ficou gravemente ferido. O veículo utilizado pela equipe de fiscalização, porém, foi incendiado pelos criminosos durante o ataque.

O caso foi comunicado à Polícia Federal, que deverá conduzir as investigações para identificar e responsabilizar os envolvidos. Segundo o Ibama, alguns suspeitos já teriam sido reconhecidos pelas autoridades.

Em nota, o instituto repudiou a agressão e afirmou que ataques contra agentes públicos em serviço são inaceitáveis. O órgão destacou ainda que crimes contra a fiscalização ambiental vêm sendo punidos pela Justiça, citando a recente condenação de pessoas envolvidas na destruição de uma aeronave da instituição em Manaus, em 2021.

Informações levantadas durante a operação indicam que parte da madeira retirada ilegalmente da Terra Indígena Tenharim-Marmelos estaria sendo transportada para a região da Vila Santo Antônio do Matupi, às margens da rodovia Transamazônica.

O Ibama aponta que o comércio clandestino de madeira segue entre as principais causas de degradação ambiental na Amazônia.

As investigações continuam para identificar todos os participantes do ataque e apurar a atuação de possíveis redes ligadas à exploração ilegal de madeira na região.