A Federação Nacional de Praças (Anaspra) saiu em defesa da sargento Adriana Rodrigues após a repercussão negativa sobre sua nomeação para a Casa Militar de Mato Grosso, feita pelo governador Otaviano Pivetta. Em nota divulgada nesta sexta-feira (10), a entidade criticou duramente a reação de associações de oficiais, classificando as manifestações como “elitistas e corporativistas”.
A nomeação da militar provocou um embate dentro das forças de segurança do estado. De um lado, entidades que representam oficiais questionam a legalidade da escolha, alegando que o cargo deveria ser ocupado exclusivamente por um coronel da ativa, conforme legislação vigente . Do outro, organizações ligadas às praças defendem que a decisão é prerrogativa do chefe do Executivo e baseada na confiança e capacidade técnica .
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Para a Anaspra, as críticas não se sustentam juridicamente e refletem, na prática, uma tentativa de manter cargos estratégicos restritos a patentes mais altas. A entidade defende que a função na Casa Militar tem caráter administrativo e político, sem envolvimento com comando operacional, o que afastaria a exigência de subordinação à hierarquia tradicional.
A entidade também rebateu o uso dos princípios de hierarquia e disciplina como justificativa para barrar a nomeação. Segundo a nota, esses fundamentos não devem ser utilizados para limitar o acesso de praças a cargos estratégicos dentro da administração pública.
A escolha de Adriana Rodrigues, que já atuava próxima ao governo estadual, intensificou o debate interno na corporação e expôs uma divisão entre oficiais e praças.