Em meio a um cenário econômico desafiador, empresários brasileiros têm buscado novas estratégias para reduzir o impacto dos custos recorrentes na gestão das empresas. Despesas como salários, férias e rescisões contratuais representam parte significativa do orçamento mensal e, quando não são bem administradas, podem comprometer o fluxo de caixa.
Receba notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagra (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Uma alternativa que vem ganhando espaço entre gestores é a aplicação de recursos excedentes na Bolsa de Valores. A ideia, segundo a economista Ana Martins, não é especular, mas usar o mercado de capitais como uma ferramenta de planejamento e reserva financeira.
“Se o empresário provisiona mensalmente valores destinados a férias, 13º salário ou verbas rescisórias, ele pode aplicar esses recursos em ativos de baixo risco e com liquidez, como fundos de renda fixa atrelados ao CDI ou até ETFs de renda fixa disponíveis na Bolsa. Assim, o dinheiro não fica parado e ainda gera rendimento até o momento do uso”, explica.
De acordo com consultores financeiros, algumas práticas podem ajudar o empreendedor a transformar essa estratégia em benefício real:
- Provisionamento inteligente: separar valores específicos para cada obrigação trabalhista e destiná-los a uma aplicação com resgate rápido.
- Escolha de ativos de liquidez diária: garantir que o recurso esteja disponível sempre que necessário.
- Diversificação prudente: além da renda fixa, parte da reserva pode ser investida em fundos imobiliários ou ações de empresas sólidas, para ganhos de médio e longo prazo.
- Educação financeira empresarial: entender os riscos do mercado é essencial para evitar perdas que comprometam o caixa da empresa.
A prática, no entanto, exige cautela. Investimentos em Bolsa estão sujeitos a variações e não devem substituir a gestão responsável dos custos. “O mercado pode ser um aliado, mas nunca uma aposta. O foco deve estar em proteger o caixa e dar sustentabilidade ao negócio”, completa a economista.
Com uma combinação de planejamento, controle e uso estratégico da Bolsa de Valores, o empresário pode transformar um desafio — os custos trabalhistas — em uma oportunidade de fortalecer a saúde financeira da empresa.