As Forças Armadas da Venezuela incorporaram hoje 5,6 mil novos soldados, em resposta ao que o governo chama de "ameaças" dos Estados Unidos. A medida ocorre após o envio, em agosto, de uma frota militar norte-americana ao Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo, em uma investida contra o narcotráfico.
O que aconteceu
Oficiais afirmaram que os novos integrantes são "combatentes revolucionários e socialistas", treinados para atuar sob o "método tático de resistência". Cerimônia ocorreu no Forte Tiuna, em Caracas. Maduro classificou as Forças Armadas como "espinha dorsal da estabilidade" e pediu união contra o "imperialismo", expressão usada por ele para se referir aos EUA.
Venezuela não vai permitir, "sob hipótese alguma", invasão estrangeira. Afirmação foi feita pelo coronel Gabriel Alejandro Rendón Vílchez. O general Javier José Marcano Tábata afirmou que o número de voluntários cresce rapidamente desde o envio das tropas norte-americanas ao Caribe.
Tensões aumentaram após operações militares dos Estados Unidos contra navios de supostos traficantes no Caribe e no Pacífico oriental. Washington afirma ter matado 87 suspeitos desde setembro. Governo de Trump acusa Maduro de integrar o chamado Cártel de los Soles. Caracas nega e afirma que o objetivo dos EUA é derrubar o governo e controlar as reservas de petróleo do país.
Maduro convocou militares e policiais a manterem "plano de ofensiva permanente" contra o que chama de agressão externa. Forças Armadas do país contam com cerca de 200 mil soldados e número semelhante de policiais, segundo dados oficiais. Presidente diz ainda contar com oito milhões de reservistas da Milícia Nacional Bolivariana.
- Com informações da AFP e RFI.