OPERAÇÃO IGNIS JUSTIÇA

Do pódio de pôquer ao banco dos réus: empresário do agro é detido por fraude energética

· 1 min de leitura
Do pódio de pôquer ao banco dos réus: empresário do agro é detido por fraude energética

Foi preso nesta quarta-feira (26) em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, o produtor rural e proprietário da Agrícola Maripá, Leandro Zavodini, alvo da Operação Ignis Justiça, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso que investiga um esquema de furto de energia. Outras duas pessoas também tiveram a prisão preventiva decretada, um engenheiro eletricista e um ex-funcionário terceirizado de uma concessionária de energia.

A prisão ocorreu, no período da noite, após troca de informações entre as equipes da Delegacia de Lucas do Rio Verde, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos de São Paulo (Garra-SP).

 Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

De acordo com a PC, o grupo estruturado por Zavodini contava com apoio técnico, incluindo o engenheiro e o ex-funcionário da concessionária, para manipular os sistemas de medição e registrar consumo irreal de energia em empresas de grande porte. A investigação aponta que essa fraude, realizada de forma continuada e profissional, causou prejuízos milionários ao setor elétrico e, por consequência, à sociedade.

Jogador de Pôquer

Em novembro de 2024, Zavodini havia ganhado destaque nacional ao vencer o torneio BSOP Millions, na modalidade torneio “The Legends”, embolsando o maior prêmio individual já pago no pôquer brasileiro até então: R$ 3,5 milhões.

Nesta operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva contra quatro investigados — entre eles o engenheiro, o ex-funcionário da concessionária e o empresário do agronegócio.  A ação policial envolveu unidades industriais e rurais ligadas a empresas do grupo, bem como as residências dos investigados.

 

A delegada responsável pelo caso alertou que “não é um furto simples”, mas “um crime altamente profissionalizado” que impacta o setor energético e a arrecadação pública. Com a materialização das provas, a investigação segue para aprofundar o caso e buscar possíveis ramificações do esquema.