A Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran) concluiu as investigações sobre o acidente que matou o casal de engenheiros Giovani Vinicius Curvo Santiago Silva e Priscilla Yvanna Furoni Silva, ambos de 33 anos, na manhã de sexta-feira (24), em Cuiabá. O inquérito revelou que a tragédia foi resultado de uma briga de trânsito que evoluiu para uma perseguição entre dois veículos.
Segundo o delegado Cristian Cabral, responsável pelo caso, o episódio começou com uma discussão banal no bairro Morada do Ouro e terminou de forma devastadora no CPA 1.
“É muito triste constatar que duas vidas se perderam por algo tão desarrazoado e desnecessário”, lamentou o delegado em entrevista nesta terça-feira (28).
As imagens de câmeras de segurança e depoimentos apontam que o Renault Sandero, dirigido por Giovani, e um GM Prisma, ocupado por uma família, se envolveram em uma sequência de provocações no trânsito. O desentendimento começou após o Prisma interceptar o Sandero em um cruzamento. Irritado, o motorista do Sandero reagiu com uma buzina insistente, o que levou o condutor do Prisma a responder com gestos obscenos.
A partir daí, a situação saiu do controle. O Sandero ultrapassou e deu uma “fechada” no Prisma, o que resultou em uma leve colisão lateral. Em vez de encerrar o desentendimento, os dois carros seguiram em alta velocidade por várias quadras. Testemunhas relataram que o casal parecia nervoso e o motorista do Sandero chegou a olhar para trás enquanto dirigia, tentando se afastar do outro veículo.
Por volta das 7h50, no cruzamento da Avenida Joinville com a Rua Petrolina, o Sandero invadiu a preferencial e bateu de frente com uma Mercedes-Benz. O impacto foi tão forte que o carro capotou e atingiu um poste. Giovani e Priscilla morreram no local. A motorista da Mercedes sofreu apenas ferimentos leves.
Os três ocupantes do Prisma, um casal e o filho de 19 anos, foram identificados e ouvidos pela polícia. Eles negaram qualquer tentativa de provocar o acidente, mas admitiram ter presenciado o momento da colisão sem prestar socorro, motivo pelo qual foram indiciados por omissão de socorro, crime previsto no artigo 135 do Código Penal.
O delegado destacou que não há indícios de homicídio culposo ou doloso por parte da família. “As imagens mostram que o Sandero estava sendo seguido, mas também reagia. Foi uma perseguição mútua, com reações desmedidas de ambos os lados”, explicou Cabral.
Ele aproveitou o caso para fazer um alerta sobre comportamentos agressivos no trânsito. “O trânsito não é lugar para extravasar emoções. Uma buzina ou um gesto pode desencadear algo irreversível. Famílias foram destruídas por uma sequência de impulsos”, afirmou.
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