No dia 13 de setembro, especialistas reforçam a importância da conscientização sobre a sepse, uma condição potencialmente fatal que afeta milhões de pessoas no mundo todo. A doença surge quando uma infecção, que normalmente poderia ser controlada, provoca uma reação exagerada do sistema imunológico, comprometendo órgãos vitais e podendo levar à morte rapidamente.
Segundo dados globais, aproximadamente 50 milhões de pessoas desenvolvem sepse anualmente. O problema não escolhe lugar: pode se originar a partir de infecções comuns, como pneumonia, infecção urinária ou de pele, e também é frequente em hospitais, especialmente em pacientes submetidos a procedimentos invasivos ou longos períodos de internação.
Estima-se que 15 em cada 1.000 pacientes hospitalizados enfrentem sepse como complicação dos cuidados de saúde.
Os sinais de alerta incluem febre, respiração acelerada, batimentos cardíacos rápidos, dores pelo corpo e confusão mental. Especialistas enfatizam que reconhecer os sintomas precocemente é essencial, pois quanto mais cedo a doença for identificada e tratada, maiores são as chances de sobrevivência.
A data serve como um lembrete de que prevenção, diagnóstico rápido e atenção constante à saúde podem salvar vidas diante dessa ameaça silenciosa.
“Embora qualquer pessoa possa desenvolver sepse, entre os mais vulneráveis estão as crianças pequenas, recém-nascidos, idosos e pacientes com doenças crônicas ou câncer. A atenção redobrada para esses grupos é fundamental”, alerta Dra. Fernanda Pimentel, diretora médica da Baxter para a América Latina.
A prevenção da sepse envolve ações que vão desde hábitos simples até protocolos clínicos rigorosos. Na comunidade, a vacinação, higiene adequada, e atenção aos primeiros sinais de infecção são essenciais para reduzir o risco de evolução para quadros graves. Já nos hospitais, a adoção de um controle rigoroso de cateteres e dispositivos invasivos, protocolos de higiene, monitoramento clínico contínuo, contribui para impedir que infecções evoluam para sepse.
“Prevenir essa condição exige vigilância em todas as etapas do cuidado. A conscientização e a prevenção combinadas podem salvar vidas e reduzir complicações”, reforça a médica.
O diagnóstico precoce da sepse é decisivo para a sobrevida do paciente. Como destaca a Dra. Fernanda, ele começa pela avaliação clínica, que exige do profissional de saúde a capacidade de reconhecer rapidamente sinais de disfunção orgânica. Exames laboratoriais, como análises de sangue, complementam essa etapa ao apontar o agente infeccioso envolvido. “Uma vez identificada a condição clínica, o tratamento deve ser iniciado sem demora, com uma abordagem terapêutica ampla e precisa, considerada a medida central de controle da doença”, afirma Dra. Fernanda.
O manejo eficaz da sepse depende também da integração entre protocolos clínicos e tecnologias avançadas. Sistemas de monitoramento contínuo permitem acompanhar alterações no paciente em tempo real, detectar disfunções orgânicas e orientar intervenções rápidas. Ferramentas como sistemas de monitoramento hemodinâmico, soluções de fluidoterapia em sistemas fechados e até mesmo tecnologias conectadas ao leito ajudam a equipe de saúde a tomar decisões precisas e seguras, aumentando a chance de recuperação e a segurança do paciente durante todo o tratamento.
Mesmo após a alta hospitalar, o cuidado deve continuar. “A reabilitação precoce, o acompanhamento multidisciplinar e a vigilância constante são essenciais para prevenir novas infecções e minimizar sequelas físicas, cognitivas e psicológicas”, finaliza a médica.
A sepse continua sendo um desafio de saúde pública mundial que exige atenção em todas as etapas. Ampliar o conhecimento sobre a doença, investir em diagnóstico precoce e assegurar tratamentos eficazes e seguros nos hospitais são medidas que fazem diferença tanto na redução da mortalidade quanto na recuperação total dos pacientes.