"EXTREMA VIOLÊNCIA E CRUELDADE"

Delegado revela frieza de grupo que planejou matar um motorista de aplicativo por dia em MT

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Delegado revela frieza de grupo que planejou matar um motorista de aplicativo por dia em MT

Na manhã desta segunda-feira (12), o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou à imprensa que Akcel Lopes Campos, de 22 anos, teve participação direta nas execuções da série de assassinatos de motoristas de aplicativo registradas em abril de 2024, em Cuiabá e Várzea Grande.

Preso na última sexta-feira (9), Akcel foi interrogado na manhã desta segunda-feira, mas optou por permanecer em silêncio. De acordo com o delegado, os próprios integrantes do grupo relataram em depoimento na DHPP que decidiram matar um motorista por dia, sem apresentar qualquer motivação concreta para os crimes.

“A conduta deles ficou bem materializada. Foi um espanto para todos saber que decidiram, friamente, matar um motorista por dia”, afirmou.

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Ainda segundo o delegado, Akcel não foi preso junto aos demais envolvidos porque teria sido afastado do grupo após a sequência de homicídios. Os outros suspeitos foram detidos ainda em 2024, e parte deles já foi condenada pela Justiça.

As investigações apontam que a atuação de Akcel foi marcada por extrema violência. Em uma das execuções, a arma utilizada pelo suspeito teria quebrado durante o ataque. “A faca que ele portava se partiu e ele passou a usar o próprio canivete da vítima para concluir a ação”, relatou o delegado.

A Polícia Civil também apura a suspeita de que o crime tenha sido registrado em vídeo. Conforme Albuquerque, há indícios de que Akcel tenha feito uma gravação da execução para compartilhar com outros integrantes do grupo criminoso.

“Ele teria feito até uma filmagem para divulgar a algum comparsa. Isso demonstra a crueldade desse criminoso, que, apesar de jovem, já é capaz de todo esse ritual de barbárie”, destacou.

Akcel já foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso e deverá responder por homicídio qualificado, além de outras qualificadoras previstas no inquérito policial.

Após o interrogatório, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia, realizada na tarde desta segunda-feira, quando a Justiça analisou a manutenção da prisão. O caso segue sob investigação da DHPP, e Akcel permanece à disposição do Judiciário.