A prisão temporária de um tenente da Polícia Militar de Mato Grosso, suspeito de tentar matar um motorista de aplicativo, em Cuiabá, foi cumprida neste sábado (27) pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 19 de dezembro, após uma colisão de trânsito registrada na Avenida Lava Pés, em frente ao Shopping Goiabeiras.
De acordo com o delegado da DHPP, Caio Albuquerque, a investigação aponta que a confusão começou com um abalroamento na traseira do carro do motorista de aplicativo. “Primeiro, há um abalvoamento atrás do carro do motorista de aplicativo. Na sequência, quando ele para, o veículo que já havia batido passa à frente, engata a ré e abalvoa novamente pela frente”, explicou.
Após a segunda colisão, a vítima passou a seguir o veículo envolvido com o objetivo de esclarecer o ocorrido e buscar reparação pelos danos. Conforme o delegado, ambos seguiram em direção ao bairro Duque de Caxias, quando a situação se agravou. “Nesse momento, o motorista do veículo Jetta desce e já efetua disparos na região frontal do carro do motorista de aplicativo”, relatou Caio Albuquerque.
Mesmo ferido, o motorista conseguiu fugir, mas ainda assim foi alvo de novos tiros. “O atirador efetua disparos também na parte traseira do veículo. A vítima conseguiu chegar até o antigo pronto-socorro, já alvejada com uma perfuração na cabeça e outra na coxa”, disse o delegado. O homem foi posteriormente encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde recebeu atendimento médico.
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A investigação avançou após a vítima registrar imagens da colisão e do veículo suspeito, o que permitiu identificar a placa. Inicialmente, surgiu a informação de que o carro teria sido furtado horas antes do crime, com registro feito pela esposa do policial. No entanto, imagens de câmeras OCR e do programa Vigia Mais contradisseram essa versão.
“Ficou claramente perceptível a chegada desse carro a um posto de combustível, com a mesma placa fotografada pela vítima. O condutor desce, faz compras na conveniência e depois segue pela Avenida Dubai”, detalhou Caio Albuquerque. Segundo ele, as imagens demonstraram que não houve furto, mas sim uma falsa comunicação de crime para tentar acobertar a autoria dos disparos.
Após a análise das imagens e o reconhecimento feito pela vítima, a DHPP reuniu os elementos necessários para representar pela prisão temporária do militar. “Com esses elementos e outros fornecidos, inclusive, pela própria Polícia Militar, representamos pela prisão temporária desse militar, com buscas que foram cumpridas na residência dele”, afirmou o delegado.
O policial foi interrogado, optou por permanecer em silêncio e segue à disposição da Justiça. Além da tentativa de homicídio qualificado, ele deve responder por falsa comunicação de crime e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando o caso para apurar se houve participação de outras pessoas.
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