VERSÃO CONTESTADA

Delegado descarta legítima defesa em caso de mulher que matou o marido em Cuiabá

Paula Valéria, do FTN Brasil
· 2 min de leitura
Delegado descarta legítima defesa em caso de mulher que matou o marido em Cuiabá

Mirian Cristina da Silva, de 45 anos, foi presa em flagrante após confessar ter matado o marido, Geliton Santos da Silva, também de 45, com um golpe de faca no pescoço. Ela afirmou ter agido em legítima defesa durante uma discussão na noite de terça-feira (18), na casa onde o casal morava, no bairro Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

Entretanto, o delegado Nilson Farias, do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou em entrevista ao programa Cadeia Neles que a apuração preliminar não encontrou indícios que sustentem a versão apresentada pela suspeita.

Segundo o delegado, a análise inicial do local do crime e os relatos colhidos indicam possível excesso na reação, com um golpe profundo de faca que atingiu região vital do corpo, possivelmente alcançando estruturas próximas ao coração, conforme apontado pela equipe pericial.

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“Eu cheguei a conclusão que não caberia (legítima defesa) e por esse motivo eu fiz o auto de prisão em flagrante. Eu a autuei em flagrante porque temos ali uma faca de grande espessura, um golpe em uma região fatal. A perfuração foi tão profunda que, conversando com os peritos, provavelmente a faca pode ter atingido até mesmo, além da veia do pescoço, ela pode ter atingido uma veia do coração, uma artéria”, declarou o elegado em entrevista ao programa Cadeia Neles.

Testemunhas informaram à Polícia Civil que o casal discutia momentos antes do crime. Moradores relataram também que brigas eram frequentes e que haveria episódios de agressões mútuas. Farias destacou ainda que Miriam havia ingerido bebida alcoólica, o que enfraquece a alegação de reação imediata e defensiva.

“Era uma discussão mutua, não era somente ele que agredia ela. Realmente dava para ver, segundo as testemunhas, que eram agressões mutuas. Por esse motivo, não enquadrei na legítima defesa de cara, a princípio".

Diante dos indícios, a suspeita foi autuada em flagrante e será apresentada em audiência de custódia. Apesar disso, o delegado entende que, inicialmente, não há requisitos para pedido de prisão preventiva, já que ela não possui antecedentes criminais.

"Logico que vai ser feito todo um trabalho de investigação, não é uma decisão final ainda, mas (ela) foi autuada em flagrante para ser submetida a audiência de custódia e se o judiciário entender que existe requisito da preventiva (prisão), manterá”, afirmou o delegado.

Os trabalhos de perícia foram conduzidos pela Politec, e o corpo de Geliton foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Civil segue investigando o caso.