CASO ROZELI

Defesa: PM está “extremamente arrependido” após confessar morte de personal

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Defesa: PM está “extremamente arrependido” após confessar morte de personal
Reprodução: Montagem

O soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão, de 33 anos, confessou ter matado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 38 anos, e foi levado em prantos para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá nesta segunda-feira (22). Segundo o advogado de defesa, Marciano Xavier, o militar está “extremamente arrependido” e já prestou esclarecimentos à polícia, mas detalhes do crime seguem sob sigilo para não atrapalhar as investigações.

Em coletiva de imprensa na sede da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), defensor afirmou que Mourão já detalhou o crime à polícia, mas preferiu não comentar sobre a arma e outros pontos do inquérito para não comprometer as investigações.

“Ele já deu os detalhes para a polícia, respondeu os questionamentos do delegado está extremamente arrependido e confessou o crime. O detalhe da arma e demais detalhes eu prefiro não comentar para não atrapalhar as investigações. A motivação e tudo mais é com o delegado”, afirmou o advogado.

A Justiça havia decretado a prisão temporária de Mourão e de sua esposa, Aline Valandro Kounz, por 30 dias. O soldado se apresentou espontaneamente no domingo (21), após ter fugido para o Pará, mas a companheira continua foragida. A defesa nega que Aline tenha participado do homicídio.

“Apesar de não ser advogado da esposa dele, posso assegurar a vocês que ela não tem nada a ver com esse fato”, afirmou.

Questionado sobre o motivo dela ter fugido, o advogado desconversou.

“Desconheço esse detalhe, mas imagina você sob pressão, uma pessoa que nunca passou por esse tipo de situação e o esposo envolvido. Uma mãe de duas crianças, qual a posição que cada um tomaria. Ela simplesmente saiu por desespero, não por ter culpa em alguma coisa”, completou.

Após a execução, o militar teria jogado a motocicleta e a arma utilizada no crime no rio Cuiabá. O juiz deve decidir se mantém a prisão temporária do policial ou se converte em preventiva.

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Reprodução: Estadão Mato Grosso