História de coragem, persistência e amor pelo que fazem marcam a trajetória de mulheres que decidiram empreender e hoje colhem os frutos de negócios consolidados em um mercado cada vez mais competitivo. É o caso de Thayani Xavier, da Thayani Gourmet Confeitaria, e Priscila Guimarães, do Studio Prii Nails, que começaram sem estrutura física e hoje são referência em suas áreas.
Aos 15 anos, ainda no ensino médio, Thayani deu os primeiros passos no empreendedorismo dentro de casa, ao lado da mãe, Tânia Batista Xavier Vital. “A gente começou em casa, fazendo brigadeiros gourmet e barrinhas de chocolate. Eu levava para a escola, como uma brincadeira, e os colegas compravam. Foi crescendo cada vez mais”, relembra.
O que começou de forma despretensiosa logo ganhou proporção. A jovem chegou a ser chamada pela direção da escola devido ao volume de vendas, o que a levou a migrar para o ambiente digital. “Comecei a postar no Instagram e os clientes começaram a aparecer. Era tudo na brincadeira, porque o foco ainda era estudar”, conta.
Mesmo sem necessidade financeira, o apoio familiar foi decisivo. “Minha mãe sempre me incentivou, investia em mim quando eu não tinha condições. Meus pais foram financiadores do meu sonho”, afirma Thayani.
A mãe, Tânia, relembra que o talento da filha surgiu ainda na infância. “Desde pequena ela gostava de fazer doces. Quando vi que era algo que ela amava, apoiei. Muitas vezes perdemos noites trabalhando juntas, mas sempre acreditando nela”, diz.
Após três anos produzindo em casa e conciliando estudos, Thayani viu o negócio crescer durante a pandemia, impulsionado pelas vendas online. Em uma Páscoa, chegou a faturar mais de R$ 10 mil trabalhando da própria cozinha, com ajuda de colaboradores. O resultado foi decisivo para o próximo passo. “Foi quando percebi que queria levar isso para a vida. Juntei o dinheiro e abri minha loja física em 2022. Hoje já são quatro anos de loja”, destaca.
Apesar da consolidação, ela ressalta os desafios diários. “Empreender não é fácil. Tem aumento de custos, competitividade. Mas eu foco no meu negócio, no que eu quero construir”, pontua.
Trajetória semelhante de superação marca a história de Priscila Guimarães, que iniciou na área da beleza ainda mais cedo, aos 13 anos, para ajudar a mãe, que trabalhava como doméstica. “Eu fazia unhas para complementar a renda. Depois trabalhei muitos anos com carteira assinada em empresas de telecomunicações”, relata.
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Foi em um momento difícil, aos 24 anos, que decidiu mudar de rumo. “No auge de uma depressão, encontrei nas unhas uma terapia. Peguei um cartão de crédito emprestado, com R$ 900, e comecei tudo de novo”, conta.
Determinada a crescer, Priscila buscou especialização e deixou de atuar apenas com serviços básicos. “Eu quis ir além, trabalhar com alongamento e transformação. Hoje são 12 anos nesse mercado e mais de 22 como manicure”, afirma.
Atualmente, ela comanda um estúdio no bairro Jardim Cuiabá e lidera uma equipe que impacta diretamente outras mulheres. “São cerca de 16 profissionais, 16 famílias vivendo disso. Já transformamos mais de 5 mil vidas com cursos e palestras pelo Brasil”, destaca.
Para Priscila, empreender é um exercício diário de resistência. “É um ato de coragem todos os dias. Quando você faz o que ama, você suporta o processo. E a colheita vem”, diz.
As histórias de Thayani e Priscila refletem um movimento crescente em Cuiabá: o protagonismo feminino no mercado de trabalho, especialmente em setores como beleza e alimentação.
Mais do que gerar renda, essas mulheres criam oportunidades, inspiram outras empreendedoras e mostram que, mesmo começando do zero, é possível construir negócios sólidos com dedicação e propósito.






Fotos: Daniel Brustolon