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Cuiabá entra em alerta com alto índice de infestação do Aedes aegypti e reforça prevenção

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Cuiabá entra em alerta com alto índice de infestação do Aedes aegypti e reforça prevenção
Foto: Emanoele Daiane

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta sexta-feira (20) os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 26 e 30 de janeiro. O estudo, que inspecionou mais de 11 mil imóveis em 27 estratos da cidade, aponta uma situação preocupante e reforça a necessidade de intensificar as ações domésticas de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

De acordo com a análise, o Índice de Infestação Predial (IIP) geral está em 5,5%, classificando o município em alto risco de transmissão dessas doenças. Entre os estratos avaliados, 70% apresentaram índices elevados, sem nenhum estrato classificado como de baixo risco.

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A avaliação por tipo de foco revela que os principais criadouros encontrados continuam sendo depósitos de água ao nível do solo, como caixas d’água e barris desprotegidos (40,5%), seguido de lixo acumulado (23,1%) e recipientes móveis como vasos de plantas (22,1%).

As regiões com maiores índices de infestação incluem áreas do Distrito Oeste e Norte, como o Distrito da Guia, Nova Canaã, Residencial Paraná e Bosque dos Ipês, entre outros bairros.

No plano epidemiológico, o boletim mais recente mostra que Cuiabá registra queda significativa nos casos de dengue, chikungunya e zika no início de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo o efeito das ações contínuas de vigilância e combate ao Aedes.

Apesar da redução expressiva nos números de casos, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que a presença elevada do mosquito nas residências e espaços urbanos exige cuidados diários por parte da população, incluindo a eliminação de água parada e a abertura de acesso para agentes de combate a endemias.

O órgão também vem adotando novas tecnologias no controle do vetor, usando larvicidas biológicos em depósitos que não podem ser eliminados, como caixas d’água e cisternas, garantindo proteção sem comprometer a qualidade da água.

A participação dos moradores, segundo a Prefeitura, é essencial para manter os índices de infestação sob controle, principalmente em um período do ano em que o clima favorece a reprodução do mosquito.