A ameaça de uma nova paralisação dos caminhoneiros voltou a ganhar força no Brasil diante da recente alta de quase 19 % no preço do diesel desde o fim de fevereiro, que tem pressionado os custos de frete e alimentado a insatisfação da categoria. Lideranças discutem um possível movimento nacional e cobram respostas mais efetivas do governo federal para conter a escalada do combustível.
Lideranças do setor articulam um possível movimento nacional e cobram respostas mais efetivas do governo federal, argumentando que, na prática, o alívio nos preços do combustível ainda não chegou às bombas.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) declarou apoio a uma possível paralisação, assim como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam), que articularam assembleias com representantes de vários estados.
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Segundo Wallace Landim, presidente da Abrava e conhecido como “Chorão”, uma assembleia com representantes de diversas regiões deu aval para a mobilização nacional, ainda sem data definida.
“O custo está insustentável. Com o combustível nesse nível, a conta não fecha”, disse um caminhoneiro durante encontro de representantes do setor, expressando o descontentamento de motoristas que dizem que o frete continua pesado “na prática” mesmo com medidas anunciadas pelo governo.
O governo, por sua vez, anunciou medidas para tentar conter a escalada dos preços, incluindo a suspensão de impostos federais sobre o diesel, mas para muitos motoristas isso não foi suficiente diante da oscilação global do barril de petróleo e do impacto no frete.
Não há consenso entre as entidades da categoria: enquanto parte defende uma greve nos próximos dias, outras organizações têm rejeitado a paralisação, alertando para os riscos econômicos e sociais de um novo bloqueio nas estradas brasileiras.