Após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, confirmada pela mídia estatal do Irã neste domingo (1º), o país iniciou um processo de transição de poder previsto na Constituição. Nas primeiras horas deste domingo, um conselho interino formado pelo presidente, pelo chefe do Judiciário e por um jurista do Conselho dos Guardiães assumiu temporariamente o comando da nação até a eleição de um novo líder.
O anúncio foi feito por autoridades iranianas e transmitido pela mídia estatal, que informou que o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o jurista Ayatollah Alireza Arafi, indicado pelo Conselho dos Guardiães, compõem o Conselho de Liderança interino encarregado de governar o país neste momento de transição. De acordo com o processo constitucional iraniano, esse conselho assume as responsabilidades atribuídas ao líder supremo até que a Assembleia de Peritos, um corpo clerical de 88 membros, escolha o sucessor de Khamenei.
Em seu pronuncimanto, neste domingo, Masoud Pezeshkian afirmou que a vingança pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos é um “direito e dever legítimo” da República Islâmica. Para Pezeshkian, o assassinato de Khamenei foi cometido “pelas mãos dos vilões mais perversos do mundo” e representa uma “declaração de guerra contra os muçulmanos” no mundo, especialmente contra os xiitas.
“A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, disse o presidente em pronunciamento oficial na televisão estatal, prometendo que o país usará “todas as suas forças para cumprir essa grande responsabilidade e obrigação”.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
A morte de Ali Khamenei ocorreu em meio aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã, que atingiram áreas estratégicas de Teerã e causaram danos significativos ao complexo onde o líder supremo residia e trabalhava, conforme indicam imagens de satélite com fumaça e destruição no local.
Khamenei, que governava o país desde 1989 e era uma das figuras centrais da política e da religião iranianas ao longo de quase quatro décadas, teve sua morte confirmada pela mídia estatal iraniana e por autoridades internacionais após a ofensiva militar.
Relatos locais também afirmam que integrantes de sua família próxima, incluindo filha, genro e um neto, morreram no mesmo ataque, embora detalhes sobre essas mortes ainda não tenham sido oficialmente detalhados por fontes internacionais independentes até o momento.
O novo corpo interino tem o desafio de conduzir o país em meio a um contexto de crise política e militar, mantendo as funções de governo enquanto a sucessão formal é deliberada pela instância religiosa constitucionalmente responsável.