Na manhã desta quinta-feira (23), a delegada Jessica Assis, titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá, detalhou o caso da jovem de 21 anos que denunciou um motorista de aplicativo, Daferson da Silva Nunes, de 34 anos, por abuso sexual. Um dia antes, o suspeito, havia registrado boletim de ocorrência relatando assédio da passageira durante a corrida e, nesta quarta-feira (22), ele foi encontrado morto no Distrito do Sucuri, em Cuiabá.
Segundo a delegada, a vítima foi acolhida inicialmente na Central de Flagrantes de Várzea Grande e encaminhada para exame de corpo de delito, além de receber cuidados médicos profiláticos, incluindo coquetel preventivo e medicamentos para evitar infecções. A roupa usada pela jovem durante o ataque também foi analisada pela Polícia Científica, que constatou a presença de sêmen.
"Aprendemos a roupa que ela estava usando no momento dos fatos, para que fosse fericiado e todo esse material foi já analisado pela Politec. A gente recebeu uma devolutiva hoje de manhã. Então foi constatado o sêmen, a presença de sêmen, tanto no swab vaginal da vítima, quanto na roupa que ela estava usando no momento dos fatos", explicou a delegada.
A delegada ressaltou que, embora não tenha havido agressão física, o crime envolveu ameaça e intimidação, já que a vítima foi levada para um local isolado. Ela afirmou que cada pessoa reage de forma diferente a situações de violência sexual e que não existe um padrão de comportamento esperado.
"Ela não relata uma ameaça propriamente dita. Ela relata que ele desviou, sem autorização dela, a rota do aplicativo e nisso já investiu para cima dela. Ela relata que teve o cabelo puxado, mas ela não tinha nenhuma lesão no corpo, porque justamente ele não bateu nela, não houve agressão", disse. "Cada vítima reage de uma forma. Não existe um protocolo, não existe um manual de como uma vítima reage diante de uma situação de violência sexual", completou a delegada.
Ainda segundo a delegada, a perícia científica inicialmente realizou um teste rápido, que indicou a presença de sêmen, confirmando indícios do crime. No entanto, o exame definitivo, que envolve o confronto genético, ainda levará alguns dias para ser concluído. "O material genético do corpo do suspeito já foi coletado também. Foi um pedido tanto da DHPP quanto da Delegacia da Mulher para fazer esse confronto", concluiu a delegada.
A investigação seguirá de forma técnica e científica para garantir que todos os procedimentos legais sejam cumpridos.
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