Os três senadores de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), Margareth Buzetti (PSD) e Wellington Fagundes (PL), oficializaram apoio ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com as assinaturas, anunciadas até esta terça-feira (5), o trio engrossa a ofensiva de parte da oposição contra o magistrado, acusado por seus críticos de abuso de autoridade.
A iniciativa é liderada por parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e precisa atingir 43 assinaturas para ser protocolada no Senado. De acordo com o líder do PL na Casa, Carlos Portinho, ainda faltam cinco nomes para que o pedido avance formalmente.
O primeiro a manifestar apoio foi Wellington Fagundes, no último domingo (3), que usou as redes sociais para incentivar a mobilização popular.
“Eu já assinei, a minha suplente já assinou, faltam três para dar a maioria. Pressione, cobre do seu senador para assinar o impeachment e fora Xandão”.
Margareth Buzetti aderiu nesta terça-feira, alegando que o ministro ultrapassou o que determina a lei.
"Paciência tem limite. Ninguém está acima da lei, nem mesmo ministro do STF. Vou assinar agora o impeachment do ministro Alexandre de Moraes", declarou a senadora em suas redes sociais.
No mesmo dia, Jayme Campos declarou que sua decisão foi tomada de “forma consciente e responsável”, mencionando que Moraes teria desrespeitado os limites constitucionais.
"De forma consciente, acabo de o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Diante dos fatos, sobretudo, do abuso de autoridade que está cometendo contra o povo brasileiro e contra o presidente Bolsonaro. Enfim, ele ultrapassou qualquer barreira na medida que está desrespeitando toda sociedade brasileira", declarou Jayme Campos.
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Embora o movimento tenha ganhado força com novas adesões, a viabilidade do pedido de impeachment ainda enfrenta barreiras significativas. Nos bastidores do Congresso, a leitura predominante é de que a proposta dificilmente avançará, diante da atual correlação de forças no Senado e da disposição institucional da Casa de manter o equilíbrio entre os Poderes — especialmente no que diz respeito ao Supremo Tribunal Federal, cuja atuação tem sido respaldada por setores importantes do Legislativo.
Outro entrave está na necessidade de conquistar assinaturas de senadores do Progressistas (PP), partido que integra a base do governo federal ao ocupar ministérios, como o dos Esportes, e que mantém alianças pontuais com siglas como o União Brasil. Esse cenário reduz o apetite político dentro do PP para apoiar um pedido que confronta diretamente o STF e, por consequência, pode gerar desgaste com o Palácio do Planalto.
O ministro Alexandre de Moraes é um dos principais alvos de críticas da oposição bolsonarista, sobretudo por sua atuação nos inquéritos sobre desinformação e ataques à democracia. Já setores do governo e aliados da Corte veem as tentativas de impeachment como tentativas de intimidar o Judiciário.