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'Cinco Patinhos' vira trilha de crítica ao sistema: Polícia prende, Justiça solta

· 2 min de leitura
'Cinco Patinhos' vira trilha de crítica ao sistema: Polícia prende, Justiça solta
Reprodução: Vídeo

Um vídeo que circula nas redes sociais tem gerado grande repercussão ao mostrar policiais realizando prisões, apenas para que os detentos sejam soltos logo em seguida pela Justiça brasileira. A trilha sonora escolhida para o vídeo é a música infantil “Cinco Patinhos”, interpretada por Xuxa, o que confere um tom irônico à situação.

A combinação da música com as imagens tem sido interpretada como uma crítica à percepção de que o sistema de justiça criminal é ineficaz. No Brasil, é comum ouvir a expressão “a polícia prende e a Justiça solta”, que reflete a sensação de que criminosos são frequentemente liberados após a prisão. Essa situação, no entanto, decorre de fatores legais e processuais que regem o sistema de justiça.

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Todos são considerados inocentes até que se prove o contrário. Isso significa que, mesmo diante de indícios de autoria, a prisão preventiva só é aplicada em casos excepcionais, como risco à ordem pública ou econômica, ou para garantir a efetividade da lei penal.

Falhas no sistema prisional

De acordo com o Infopen – Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Brasil possui uma das maiores populações carcerárias do mundo, com mais de 850 mil detentos. Cerca de 40% desses presos estão em prisão provisória, aguardando julgamento. Além disso, as unidades prisionais enfrentam problemas de superlotação, chegando algumas a 196% de sua capacidade.

Entenda como funciona a soltura de detentos após a prisão no Brasil

A liberação de presos no país ocorre devido a diversos fatores legais e processuais que regem o sistema de justiça criminal. Desde a análise da legalidade da prisão em flagrante até a audiência de custódia, decisões judiciais levam em consideração a presunção de inocência, a gravidade do crime, antecedentes do acusado e a existência de medidas alternativas à prisão.

  1. Prisão em flagrante e relaxamento judicial: O juiz analisa a legalidade da prisão; irregularidades, como ausência de flagrância ou atraso no inquérito, podem levar à soltura do detido.
  2. Audiência de custódia: Nessa audiência, o juiz avalia a necessidade da prisão preventiva e pode conceder liberdade provisória, mesmo em casos de crimes graves, se não houver elementos suficientes para manter a detenção.
  3. Presunção de inocência: Todos são considerados inocentes até que se prove o contrário. A prisão preventiva só é aplicada em situações excepcionais, como risco à ordem pública ou econômica.
  4. Fatores que influenciam a decisão judicial: Gravidade do crime, antecedentes criminais e medidas alternativas à prisão podem levar à concessão de liberdade provisória quando não há provas contundentes ou risco à sociedade.
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