"CÓDIGO SEGURO 3"

Chefe de esquema de clonagem de cartões mantinha “workshop” virtual, diz polícia

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Chefe de esquema de clonagem de cartões mantinha “workshop” virtual, diz polícia
Reprodução: Montagem

Um jovem de 23 anos, conhecido como Danilo Dias ou “Ganso”, foi preso em Cascavel, no Paraná, acusado de liderar uma organização criminosa que clonava cartões de crédito em todo o Brasil. Segundo o delegado da Polícia Judiciária Civil (PJC) Gustavo Godoy, Ganso mantinha um grupo em aplicativos de conversa para ensinar e orientar outras pessoas a cometer fraudes.

A prisão faz parte da Operação Código Seguro 3, deflagrada nesta terça-feira (21), que cumpriu 48 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Entre as medidas estão sete mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, sequestro de R$ 5,9 milhões, além da retirada de sites, canais de Telegram e grupos de WhatsApp utilizados pelos criminosos.

O delegado Gustavo Godoy detalhou que a operação não atingiu apenas Danilo Dias. “Além dele, diversas outras pessoas foram presas hoje nessa data, espalhadas aí, pelo menos os administradores do site. Então, todas essas pessoas que estavam envolvidas na criação e na manutenção desse site foram presas hoje”, explicou.

Segundo o delegado, os grupos e canais virtualizados contavam com milhares de participantes que passavam o dia inteiro discutindo técnicas de fraude, identificando vulnerabilidades e indicando os melhores locais para realizar compras com cartões clonados. Com as prisões, todos esses canais foram encerrados com autorização judicial, encerrando uma das principais ferramentas de comunicação e coordenação do esquema criminoso.

"Esses grupos hoje, esses canais, foram todos derrubados aí com autorização judicial”, disse o delegado.

Apesar da dimensão nacional, a investigação indica que o grupo não possuía vínculos com facções criminosas, funcionando como uma organização ampla e estruturada exclusivamente para fraudes financeiras.

A operação cumpriu ordens judiciais em nove estados, incluindo São Paulo, Bahia, Ceará, Amazonas e Rio de Janeiro. As investigações, iniciadas em 2023 após vazamento de credenciais policiais, já haviam resultado em duas fases anteriores da operação, realizadas em julho e novembro de 2024.