O Domingo Espetacular viajou até Cuiabá (MT) para contar a história de Viviane Fidélis, advogada de 30 anos que foi encontrada morta dentro de seu apartamento, um quarto e sala em bairro de classe média na cidade, em que vivia sozinha. As investigações apontam que ela teria tirado a própria vida, mas a família contesta essa versão e agora luta para o caso tomar outro rumo. A suspeita é de feminicídio.
Ela tinha 'engatado' um namoro recentemente, com idas e vindas. De acordo com sua mãe, Sheyla Barros, conheceu o homem, Raphael Augusto de Campos Gomes Rondon, também formado em direito, no Tribunal de Contas, quando foi fazer uma diligência. Ele a convidou para almoçar e começaram a ter uma amizade, que escalou para amor. No dia em que o corpo da advogada foi encontrado, ele pedia para entrar no prédio; segundo relatos de moradores, para checar se ela estava bem pois haviam terminado o relacionamento.
O laudo da perícia feita no local aponta que o corpo de Viviane e o cinto com o qual ela estava amarrada foram retirados de suas posições iniciais e, ainda, o celular da jovem estava no chão, próximo ao corpo. Segundo o diretor metropolitano de criminalística, Eric Zambrim, isso já compromete as investigações. O boletim de ocorrência registrado na noite em que o corpo foi encontrado, policiais relatam Raphael dizendo que ela não estava aceitando bem o fim do namoro e que, para ele, teria sido esse o suposto motivo para ela tirar a própria vida.
Imagens de câmeras de segurança mostram um cenário diferente, porém, em que ele a segura e abraça, enquanto ela tenta se desvencilhar. "Ela não tem nenhuma atitude de quem estava querendo voltar", apontou a mãe de Viviane. Esse foi o último registro da advogada com vida - e que ela vestia a mesma roupa com a qual foi encontrada morta. Por ter uma relação próxima com ela, Raphael é um dos investigados, motivado também por episódios de ciúmes e brigas e por ter optado por ficar em silêncio em momentos que se esperava seu depoimento.