O desaparecimento de motoristas de aplicativo tem se tornado um alerta crescente em Mato Grosso. Na manhã desta sexta-feira (6), o carro de Paulo de Souza Freitas Júnior foi encontrado abandonado em uma estrada vicinal de Rondonópolis, mas o condutor ainda não foi localizado. Este já é o terceiro caso semelhante em menos de 60 dias no estado.
O caso começou na noite de quinta-feira (5), quando Paulo perdeu contato com familiares por volta das 20h40. Na manhã seguinte, moradores do bairro Celina Bezerra acionaram a polícia após verem o BYD Mini Dolphin branco com os documentos pessoais da vítima e outros papéis queimados dentro do veículo. A Polícia Civil segue nas buscas pelo motorista.
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O desaparecimento de Paulo se soma a outros dois episódios recentes que também mobilizaram as autoridades.
No fim de janeiro, o motorista de aplicativo Isac Cassemiro dos Santos, de 57 anos, saiu da cidade de San Matías, Bolívia, com destino a Mato Grosso e não foi mais localizado depois que o seu Hyundai Creta vermelho foi encontrado completamente carbonizado às margens da BR-163, na região da Ponte do Pari, em Várzea Grande.
Isac, que vive há mais de 15 anos na Bolívia, costumava fazer viagens frequentes entre o país vizinho e cidades como Cáceres e Cuiabá para transportar passageiros e encomendas. Antes de desaparecer, ele chegou a enviar uma mensagem às filhas pedindo que não se preocupassem, pois estava aguardando um transporte para retornar a San Matías, mas desde então não foi visto novamente e segue desaparecido enquanto a Polícia Civil investiga o caso.
Em meados de janeiro, o caso teve um desfecho trágico. O motorista Francicleiton Pereira Costa, de 40 anos, foi encontrado morto na manhã de sexta-feira (16), depois que o veículo que ele utilizava foi localizado carbonizado em uma área de mata no bairro Novo Mundo, em Cuiabá. O corpo de Francicleiton foi achado no bairro Paiaguás, em Várzea Grande, com sinais de violência física, e familiares reconheceram a vítima no local. As circunstâncias da morte estão sendo investigadas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A sequência de casos tem despertado preocupação entre motoristas de aplicativo e moradores, que aguardam mais respostas sobre as circunstâncias desses desaparecimentos.
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga os acontecimentos e trabalha com a possibilidade de conexões ou circunstâncias semelhantes em cada uma das ocorrências.