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Câmara de Cuiabá rejeita cassação do vereador Chico 2000 por 15 votos a 7

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Câmara de Cuiabá rejeita cassação do vereador Chico 2000 por 15 votos a 7
Reprodução: Montagem

Como já era esperado, na manhã desta terça-feira (10), a Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou os pedidos de abertura de processo de cassação contra o vereador Chico 2000. As representações foram votadas em plenário durante sessão ordinária e acabaram derrotadas por 15 votos contrários e 7 favoráveis.

Com o resultado, os requerimentos não avançaram para a fase de investigação. O vereador não participou da sessão por estar afastado do cargo, e a presidente da Casa não votou, conforme determina o regimento interno do Legislativo.

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Votaram contra a abertura do processo os vereadores Adevair Cabral, Alex Rodrigues, Baixinha Giraldelli, Daniel Monteiro, Demilson Nogueira, Didimo Vovô, Ilde Taques, Jeferson Siqueira, Kássio Coelho, Marcrean Santos, Marcus Brito, Maria Avalone, Mario Nadaf, Sargento Joelson e Wilson Kero Kero.

Já os votos favoráveis partiram de Dilermário Alencar, Katiuscia Mantelli, Maysa Leão, Michele Alencar, Rafael Ranalli, Samantha Iris e Tenente-Coronel Dias.

Durante o debate, parlamentares que defenderam a abertura do processo afirmaram que a medida teria caráter investigativo e permitiria esclarecimentos sobre as denúncias. A maioria, no entanto, sustentou que os pedidos não apresentavam fundamentos suficientes para justificar uma comissão processante no âmbito da Câmara.

A representação foi apresentada pelo jornalista e servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto, procurador da Câmara de Sapezal. O pedido aponta possível quebra de decoro parlamentar e tem como base a Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares.

De acordo com a apuração policial, aproximadamente R$ 3,65 milhões teriam sido repassados ao Instituto Brasil Central (IBRACE), entidade que, segundo as investigações, atuaria como intermediária no repasse de recursos a empresas privadas. O documento também menciona indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de destacar que o vereador já foi alvo de outra investigação em 2025.