16 DIAS DESAPARECIDOS

Busca por irmãos desaparecidos em Bacabal chega à terceira semana sem respostas

· 2 min de leitura
Busca por irmãos desaparecidos em Bacabal chega à terceira semana sem respostas
Reprodução

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completam 16 dias nesta segunda-feira (19) sem qualquer confirmação sobre o paradeiro das crianças desaparecidas desde o último dia 4 de janeiro na comunidade do Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Uma ampla força‑tarefa, reunindo militares, policiais, bombeiros e voluntários, tem intensificado as operações em áreas de mata, trilhas e cursos d’água na tentativa de localizar os irmãos. Entretanto, nenhuma pista concreta foi obtida até o momento, gerando apreensão entre familiares e moradores locais.

No fim de semana, a operação ganhou um reforço tecnológico significativo: a Marinha do Brasil passou a atuar no trecho do rio Mearim com o uso de side scan sonar, equipamento que varre o fundo e a coluna d’água, mesmo em meios de baixa visibilidade, na esperança de encontrar vestígios submersos que orientem os trabalhos.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Paralelamente, equipes aéreas, com helicópteros e drones, continuam sobrevoando a região, enquanto cães farejadores trabalham nas trilhas e matas mais densas. O objetivo é cobrir cada ponto possível em um perímetro que ultrapassa milhares de quilômetros quadrados de área vasculhada desde o início da operação.

As buscas têm como referência principal as informações fornecidas pelo primo das crianças, de 8 anos, que também desapareceu no mesmo dia. Ele foi encontrado três dias depois, debilitado e sem roupas, mas exames confirmaram que não sofreu abuso sexual. De acordo com seu relato, um dos últimos locais onde esteve com os irmãos é conhecido como “Casa Caída”, uma cabana abandonada próxima ao rio. Cães farejadores identificaram sinais de passagem das crianças na região, o que levou à ampliação das frentes de busca naquele ponto.

As autoridades policiais, por meio da Polícia Civil do Maranhão, mantêm um inquérito aberto para apurar todas as linhas de investigação, sem descartar qualquer hipótese, seja acidente, extravio ou crime.

Até o momento, mais de 500 pessoas participam da mobilização, que envolve forças federais, estaduais e apoio de voluntários, com a promessa de continuidade dos esforços até que novas evidências possam ser encontradas.