Com cães treinados e ações humanizadas, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Mato Grosso vem emocionando pacientes de hospitais ao levar a cinoterapia assistida com cães, um projeto que une técnica, sensibilidade e compromisso social, alcançando desde crianças até idosos.
A iniciativa nasceu dentro do próprio batalhão, como explica o comandante do Bope, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis. Segundo ele, a ideia evoluiu junto com o fortalecimento do canil da unidade, que recebeu investimentos do Estado em estrutura, alimentação, medicamentos veterinários e capacitação de policiais especializados no manejo e adestramento dos cães. Hoje, o canil conta com sete cães em atividade, além de um veterano muito especial.
“O nosso canil do BOPE foi criado em 2009 para combater assaltos a banco. Dali não deu muito certo, mas de lá pra cá o canil vem tomando bastante corpo. Hoje contamos com sete, na verdade oito cães, inclusive o Max”, explica o comandante do BOPE, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis.
Hugo destaca que o batalhão mantém diversos projetos sociais, como judô, futebol e cinoterapia com cães, levando conforto e alegria para hospitais e para quem visita a unidade.
“Há um tempo atrás também faziamos o trabalho de cinoterapia, usando os cães para trazer um pouco de conforto e alegria, seja o Hospital de Câncer, Lar dos Idosos, ou outros hospitais, e até pessoas que vêm nos ver aqui no batalhão. A gente gosta muito de fazer esse trabalho, nos inserimos na sociedade para trazer um pouco de alegria para as pessoas”, afirma o comandante.
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Grande protagonista
Um dos protagonistas dessa ação é o labrador Max, de oito anos, que, após se aposentar das operações de busca de entorpecentes, assumiu uma nova missão: a cinoterapia. Com sua natureza dócil e o treinamento diário recebido, Max se mostra perfeito para o contato com crianças e idosos, sem qualquer comportamento agressivo, levando conforto, alegria e tranquilidade a quem enfrenta momentos delicados de saúde.
“O Max foi formado aqui no batalhão e, depois de participar de grandes apreensões, voltou à atividade como cão aposentado. Ele é doce, gosta de brincar e interage muito bem com crianças e idosos, apoiando nossas atividades sociais e assistidas”, detalha o Major Mendes Junque, comandante do canil e atual tutor do animal.
O projeto ganhou ainda mais força com a participação do cabo da PM Luiz Menegatti, que além de policial é o criador do personagem Palhaço Tapioca. Foi ele quem apresentou ao Bope a proposta de unir o palhaço e o cão terapêutico nas visitas hospitalares. A combinação, segundo o tenente-coronel Hugo Reis, é irresistível.
"A combinação entre Max e o Palhaço Tapioca trouxe ainda mais leveza às visitas hospitalares."
Palhaço Tapioca
Menegatti conta que começou sua trajetória no circo, no interior do Paraná, e há 22 anos atua como palhaço. “Quando vi a oportunidade de unir o palhaço e o cão terapêutico, falei com o coronel, e essa junção deu muito certo”, afirma.

Ele destaca os efeitos terapêuticos: “Chega o palhaço, as pessoas brincam, mas quando vêem o cão, o hormônio do estresse diminui. Essa emoção positiva ajuda no tratamento, melhora a percepção cognitiva, a fala e, principalmente, as emoções e o convívio social de quem recebe as brincadeiras.”
Já em sua segunda edição nesse formato, a ação social do Bope mostra que a atuação policial vai além do enfrentamento ao crime. Com empatia, preparo e amor pelos animais, a cinoterapia do batalhão reafirma que segurança pública também se faz com humanidade, levando alegria, esperança e sorrisos a quem mais precisa.






Divulgação: Assessoria do Bope