Um pedido de socorro escrito às pressas e arremessado por cima de um muro foi crucial para interromper três dias de violência extrema vividos por uma mulher em Várzea Grande. A vítima foi resgatada na noite de segunda-feira (15), em uma kitnet no bairro Parque das Águas, após um vizinho encontrar o bilhete e acionar a Polícia Militar.
De acordo com o registro policial, a equipe do 4° Batalhão de Polícia Militar foi mobilizada pelo CIOSP e, ao chegar ao endereço, obteve autorização do proprietário do imóvel para entrar. Dentro da residência, os policiais se dirigiram a um quarto com a porta parcialmente aberta, onde encontraram o suspeito. Ele tentou impedir a ação, questionando a entrada dos militares e exigindo a apresentação de um mandado judicial.
Ao ser chamada pela equipe, a mulher saiu do cômodo em prantos, demonstrando forte abalo emocional. Ela contou que estava mantida em cárcere privado havia cerca de três dias, sem permissão para deixar o local.
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A vítima apresentava diversos ferimentos, como inchaço no rosto e nos olhos. Em depoimento, relatou ter sido submetida a agressões físicas e psicológicas, incluindo o corte forçado dos cabelos, perfuração na perna direita com uma tesoura, cortes entre os dedos das mãos feitos com faca e golpes na cabeça, que resultaram em dores intensas.
Segundo o relato, a sequência de violência teria começado após o agressor encontrar uma foto antiga da mulher com um amigo em um aplicativo, o que desencadeou um comportamento marcado por ciúmes obsessivos, ameaças de morte e tortura contínua.
Diante da gravidade da situação, o suspeito foi preso, algemado e conduzido à delegacia. O caso foi registrado e segue sob investigação.